O senador Marconi Perillo (PSDB) reuniu-se com membros da Cooperativa dos Anestesistas de Goiás. Dentre as reivindicações dos representantes, o problema do atraso do pagamento para servidores do Ipasgo foi destaque. Marconi afirmou que “é preciso eliminar o problema do Ipasgo imediatamente” e apontou intervenções para o problema, sugerindo que o ideal será o prestador, assim que apresentar a fatura do serviço oferecido, receber o pagamento em seguida. “Tenho convicção de que apresentando a fatura o prestador deve receber imediatamente. É a única forma de resolvermos o problema do Ipasgo, a única forma justa de resolvermos essa questão. O Ipasgo deve ser uma questão de honra, assim como a saúde tem de ser prioridade”, disse na reunião de quinta-feira (17).
Em resposta ao presidente da Cooperativa, Antônio Leonardo Silva, que falou sobre aa dificuldades encontradas pelas cooperativas em Goiás e afirmou que elas “precisam muito do apoio de parlamentares que busquem meios de melhorar a situação em que elas se encontram”, Marconi comprometeu-se com os representantes, na condição de senador, a buscar soluções para os problemas enfrentados por eles na cooperativa, como a irregularidade do horário de trabalho e a sobrecarga de trabalho, entre outros. “O Estado tem de ter dinheiro para cuidar do corporativismo”, disse. O pré-candidato à sucessão estadual atentou para a necessidade de que os hospitais regionais sejam reativados e afirmou que eles devem ter a estrutura do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER). Ele criticou ainda a municipalização do Serviço Único de Saúde (SUS). “Questiono muito a gestão do SUS. A municipalização é justa, mas não tem funcionado”, disse.
O senador reclamou da falta de incentivo na saúde. “Não conheço nenhum incentivo na área da saúde. É preciso haver incentivo fiscal para a rede privada”. Ele lembrou ainda da dificuldade encontrada pelos anestesistas em relação à falta de material para trabalhar. “Sei que vocês têm carência de material, de medicamento, aspectos indispensáveis para o trabalho de vocês”, disse. O tucano sugeriu ainda a criação de um fórum para que a categoria se uma para discutir os problemas. “Na época em que fui governador sugeri a criação de vários fóruns porque os fóruns são uma maneira democrática de diminuir dúvidas e solucionar problemas”, afirmou.
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sexta-feira, 18 de junho de 2010
Marconi enfatiza política de valorizar o funcionalismo
Senador e pré-candidato do PSDB ao governo do Estado, Marconi Perillo recebe todos os dias pelo twitter observações dos funcionários públicos estaduais relativas à estagnação no governo do Estado, na atual gestão, em relação à política que ele implantou, como governador, de valorização do servidor e de periódicos reajustes salariais, além da implantação de Planos de Cargos e Salários. Marconi tem ouvido que, apesar da inflação anual entre 5% e 8%, há categorias de funcionários públicos que não recebem reajustes salariais há mais de quatro anos, principalmente daquelas categorias sem força de pressão para reivindicar.
Em toda oportunidade, Marconi enaltece a figura do funcionário público estadual, que muito o ajudou ,com empenho, dedicação e carinho, nas duas vezes em que foi o responsável pela gestão do governo. mesmo porque ele procurou sempre valorizar o servidor, naquele período, com uma justa política de reajuste salarial e de promoção das carreiras profissionais, para que constantemente tivessem reajustados seus salários e promovida sua dignidade como pessoa humana e que trabalha pelo desenvolvimento do Estado de Goiás.
Marconi tem procurado mostrar aos que ainda não o conhecem, e reavivar a memória dos que viveram o período de sete anos e três meses dos seus dois governos, que o governo de Goiás, em sua gestão, transformou-se em referência de qualidade administrativa para o Brasil. “Em Goiás a administração pública deixou de ser instrumento de politicagem e abandonou os caminhos da improvisação. Saiu do foco de atraso que atrapalhava e perturbava a sociedade em que está inserido. Goiás se transformou em um exemplo em matéria de prestação de serviços públicos, de racionalidade tributária e de políticas de indução do desenvolvimento econômico e de promoção da justiça social”, observa Marconi Perillo.
O pré-candidato Marconi procura mostrar que sempre reconheceu a importância do funcionalismo público, um segmento, diz ele, dedicado à vocação de servir o público e a cidadania, muitas vezes até mesmo com sacrifícios pessoais e familiares. Os servidores estaduais, que faz questão de chamar de colegas, para Marconi foram fundamentais no êxito de suas gestões.
Para Marconi, foi a colaboração dos servidores estaduais, por exemplo, peça fundamental para transformar Goiás em um Estado de oportunidades, que recebeu mais de 1.200 empresas e gerou mais de 600 mil empregos diretos, avançando na consolidação de um ambiente positivo de desenvolvimento. “Com a política que implantamos de valorização dos funcionários públicos e com o trabalho de todos eles, Goiás venceu todas as barreiras e é hoje um Estado mais solidário e muito mais justo. E por isso mesmo tem tudo para continuar crescendo. Sempre trabalhei com esse intuito e vou trabalhar ainda muito mais”, assinala Marconi Perillo
Em toda oportunidade, Marconi enaltece a figura do funcionário público estadual, que muito o ajudou ,com empenho, dedicação e carinho, nas duas vezes em que foi o responsável pela gestão do governo. mesmo porque ele procurou sempre valorizar o servidor, naquele período, com uma justa política de reajuste salarial e de promoção das carreiras profissionais, para que constantemente tivessem reajustados seus salários e promovida sua dignidade como pessoa humana e que trabalha pelo desenvolvimento do Estado de Goiás.
Marconi tem procurado mostrar aos que ainda não o conhecem, e reavivar a memória dos que viveram o período de sete anos e três meses dos seus dois governos, que o governo de Goiás, em sua gestão, transformou-se em referência de qualidade administrativa para o Brasil. “Em Goiás a administração pública deixou de ser instrumento de politicagem e abandonou os caminhos da improvisação. Saiu do foco de atraso que atrapalhava e perturbava a sociedade em que está inserido. Goiás se transformou em um exemplo em matéria de prestação de serviços públicos, de racionalidade tributária e de políticas de indução do desenvolvimento econômico e de promoção da justiça social”, observa Marconi Perillo.
O pré-candidato Marconi procura mostrar que sempre reconheceu a importância do funcionalismo público, um segmento, diz ele, dedicado à vocação de servir o público e a cidadania, muitas vezes até mesmo com sacrifícios pessoais e familiares. Os servidores estaduais, que faz questão de chamar de colegas, para Marconi foram fundamentais no êxito de suas gestões.
Para Marconi, foi a colaboração dos servidores estaduais, por exemplo, peça fundamental para transformar Goiás em um Estado de oportunidades, que recebeu mais de 1.200 empresas e gerou mais de 600 mil empregos diretos, avançando na consolidação de um ambiente positivo de desenvolvimento. “Com a política que implantamos de valorização dos funcionários públicos e com o trabalho de todos eles, Goiás venceu todas as barreiras e é hoje um Estado mais solidário e muito mais justo. E por isso mesmo tem tudo para continuar crescendo. Sempre trabalhei com esse intuito e vou trabalhar ainda muito mais”, assinala Marconi Perillo
Obras do trajeto Sul da ferrovia começam em agosto
O presidente da Valec, José Francisco das Neves (Juquinha), informou hoje em Santa Helena e Goianira que as obras do trajeto Sul da Ferrovia Norte-Sul, que beneficiará as regiões Central e Sudoeste de Goiás, serão iniciadas em agosto. Ele fez a afirmação ao proferir palestra nos Encontros de Negócios promovidos pela Valec e pelo Governo de Goiás por meio da Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento/Goiás Parcerias, para divulgar as oportunidades econômicas que surgem com a construção da ferrovia.
Conforme Juquinha das Neves o processo licitatório está em andamento e a seleção das empresas construtoras deverá ocorrer até o fim de julho. Ele também anunciou que o município de Santa Helena vai sediar uma plataforma ferroviária onde, além do embarque e desembarque de cargas, poderão ser instaladas indústrias, empresas comerciais e de serviços, bem como armazéns e outras estruturas de logística.
Também em Santa Helena deverá ser instalado o canteiro de obras de uma das empresas construtoras. O presidente da VAlec revelou ainda que somente no trajeto Sul da Norte-Sul serão gerados 12 mil empregos diretos e milhares de indiretos, com investimentos que chegam a R$ 2,5 bilhões. A conclusão da via férrea está prevista para o fim de 2012.
Malha ferroviária
Além de discorrer sobre a Ferrovia Norte-Sul, Francisco das Neves mostrou aos participantes dos encontros em Santa Helena e Goianira toda a malha ferroviária que está em execução pela Valec no País. Uma delas, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste – Fico, de 1.638 quilômetros e que vai ligar a Norte-Sul, em Uruaçu, a Vilhena, em Rondônia. Nessa obra, por meio da Valec, o Governo Federal vai investir R$ 6,4 bilhões.
Outra estrada de ferro é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste – Fiol, que terá 1.100 quilômetros e ligar Uruaçu, em Goiás, a Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso. Todos esses ramais se integram à Norte-Sul, aumentando o volume de cargas e barateando o custo do frete, além de conferir mais competitivdade aos produtos goianos.
Conforme Juquinha das Neves o processo licitatório está em andamento e a seleção das empresas construtoras deverá ocorrer até o fim de julho. Ele também anunciou que o município de Santa Helena vai sediar uma plataforma ferroviária onde, além do embarque e desembarque de cargas, poderão ser instaladas indústrias, empresas comerciais e de serviços, bem como armazéns e outras estruturas de logística.
Também em Santa Helena deverá ser instalado o canteiro de obras de uma das empresas construtoras. O presidente da VAlec revelou ainda que somente no trajeto Sul da Norte-Sul serão gerados 12 mil empregos diretos e milhares de indiretos, com investimentos que chegam a R$ 2,5 bilhões. A conclusão da via férrea está prevista para o fim de 2012.
Malha ferroviária
Além de discorrer sobre a Ferrovia Norte-Sul, Francisco das Neves mostrou aos participantes dos encontros em Santa Helena e Goianira toda a malha ferroviária que está em execução pela Valec no País. Uma delas, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste – Fico, de 1.638 quilômetros e que vai ligar a Norte-Sul, em Uruaçu, a Vilhena, em Rondônia. Nessa obra, por meio da Valec, o Governo Federal vai investir R$ 6,4 bilhões.
Outra estrada de ferro é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste – Fiol, que terá 1.100 quilômetros e ligar Uruaçu, em Goiás, a Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso. Todos esses ramais se integram à Norte-Sul, aumentando o volume de cargas e barateando o custo do frete, além de conferir mais competitivdade aos produtos goianos.
Oportunidade é a palavra-chave para a Norte-Sul
Oportunidade é a palavra-chave para a Norte-Sul
Ao abrir os Encontros de Negócios em Santa Helena e Goianira, hoje, o secretário do Planejamento e Desenvlvimento, Oton Nascimento Júnior, explicou aos participantes os objetivos do evento, de oferecer informações a empresários, potenciais empreendedores e demais segmentos organizados da população sobre os novos negócios que vão surgir, oportunidades de investimentos, contratação de pessoal das regiões por onde passa a Ferrovia Norte-Sul, bem como a possibilidade de oferta de serviços em todos os segmentos.
O superintendente regional do Banco do Brasil em Rio Verde, José Maria de Araújo, discorreu sobre as linhas de crédito oferecidas pela instituição, especialmente no que diz respeito ao Fundo de Financiamento do Centro-Oeste. Já o superintendente do Sebrae-Goiás, João Bosco Umbelino dos Santos, falou em Santa Helena e Goianira sobre as oportunidades de negócios advindas com a ferrovia e especificou pelo menos dez segmentos em que os empresários podem aproveitar as oportunidades.
A prefeita de Santa Helena, Raquel Rodrigues, falou da importância da realização do encontro em sua cidade, mas ressaltou principalmente a importância da Ferrovia Norte-Sul, uma obra que vai mudar o perfil da economia de Goiás e, certamente, trazer muitos benefícios a todos os municípios da área de influência da ferrovia.
Ao abrir os Encontros de Negócios em Santa Helena e Goianira, hoje, o secretário do Planejamento e Desenvlvimento, Oton Nascimento Júnior, explicou aos participantes os objetivos do evento, de oferecer informações a empresários, potenciais empreendedores e demais segmentos organizados da população sobre os novos negócios que vão surgir, oportunidades de investimentos, contratação de pessoal das regiões por onde passa a Ferrovia Norte-Sul, bem como a possibilidade de oferta de serviços em todos os segmentos.
O superintendente regional do Banco do Brasil em Rio Verde, José Maria de Araújo, discorreu sobre as linhas de crédito oferecidas pela instituição, especialmente no que diz respeito ao Fundo de Financiamento do Centro-Oeste. Já o superintendente do Sebrae-Goiás, João Bosco Umbelino dos Santos, falou em Santa Helena e Goianira sobre as oportunidades de negócios advindas com a ferrovia e especificou pelo menos dez segmentos em que os empresários podem aproveitar as oportunidades.
A prefeita de Santa Helena, Raquel Rodrigues, falou da importância da realização do encontro em sua cidade, mas ressaltou principalmente a importância da Ferrovia Norte-Sul, uma obra que vai mudar o perfil da economia de Goiás e, certamente, trazer muitos benefícios a todos os municípios da área de influência da ferrovia.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Governador entrega reconstrução de trecho da GO-210. A pista estava danificada e não uma operação tapa-buracos não resolveria mais o problema. Assim, o Governo investiu R$ 768, 5 mil na obra. Em um percurso de 6,3 quilômetros, a Agetop retirou o pavimento degradado, restaurou a base da rodovia e reconstruiu o asfalto.
O governador Alcides Rodrigues e o presidente da Agetop, José Américo de Sousa, inauguram amanhã, às 10 horas, a reconstrução da GO-210, no trecho Panamá/BR-153. A pista estava danificada e não respondia adequadamente à operação tapa-buracos. Para solucionar o problema, o Governo investiu R$ 768, 5 mil na obra. Em um percurso de 6,3 quilômetros, a Agetop retirou o pavimento degradado, restaurou a base da rodovia e reconstruiu o asfalto. A obra foi executada por meio do Programa de Recuperação de Estradas Asfaltadas – Prea, que foi criado em 2008 e já reconstruiu cerca de 1,4 mil quilômetros de rodovias goianas.
Chefe de Gabinete da UEG, Gilberto Garcia assumiu uma cadeira no Conselho Nacional de Educação, mais especificamente na Câmara de Educação Superior. Com isso, a UEG, segunda maior universidade estadual do Brasil, amplia seu papel em nível nacional, sobretudo com projetos de extensão que já fazem sucesso em Goiás.
Como funciona o Conselho Nacional de Educação Superior?
Gilberto Garcia - O Conselho Nacional de Educação tem duas Câmaras: a de Educação Básica e a de Educação Superior. Cada uma dessas câmaras tem aproximadamente 12 conselheiros, os 24 juntos compõem o que chamamos de Conselho Pleno. Cada câmara se reúne isoladamente. A função da Câmara de Educação Superior é trabalhar a interpretação da Lei de Diretrizes e Bases da educação naquilo que ela é omissa e naquilo que ela não deixa perfeitamente claro e carece de regulação. A Câmara Superior se ocupa, sobretudo, com o credenciamento, e recredenciamento de universidades do sistema federal de educação, mas também com recursos sobre autorização de cursos e também muitos processos ligados à Capes, o órgão que cuida dos programas de mestrado e doutorado.
Goiás tem hoje a segunda maior universidade pública estadual. A partir disso, a UEG vai ter condições de intervir nessas políticas nacionais?
Gilberto Garcia - O fato de eu ter sido nomeado e estar também recém comissionado na UEG é um ganho para o Estado de Goiás, que agora tem duas representações no Conselho nacional de Educação. Uma comigo, Câmara de Educação Superior, e com a professora Clélia Brandão, na Câmara de Educação Básica. A professora Clélia é, inclusive, ex-presidente do Conselho Nacional. Então Goiás está bem representando. Entre as 24 vagas, 2 nomes são de Goiás, um do seguimento estadual, o outro do seguimento privado. Creio que para a UEG isto é muito importante para a sua afirmação nacionalmente, uma vez que a UEG é uma instituição jovem, com pouco mais de 10 anos, e ainda está se firmando, se estruturando na função da educação de Goiás. Essa nomeação certamente dá mais notoriedade e facilita várias das questões da UEG que se encontram no Congresso Nacional e na própria Capes.
Essas diretrizes aplicadas pela UEG também podem ser levadas a outros estados com a sua participação nesse conselho?
Gilberto Garcia - Certamente. Existe uma associação nacional que congrega todas as universidades estaduais e municipais do País que se chama Abruem. É nesse fórum nacional que acontece o intercâmbio, a troca de experiências que as instituições tenham tido e que possam ser exemplo para outras. Apesar de ser jovem, a UEG tem uma tradição na área de projetos de extensão, como no projeto de formação de professores para alfabetização no Estado, que agora está incluído em um plano nacional. Agora mesmo, por exemplo, houve uma liberação de verbas do Governo Federal para projetos de extensão para as universidades brasileiras como um todo, no valor de R$ 3 milhões. Nesse pacote, a UEG conseguiu a aprovação de 6 projetos, o que representa 10% do valor de todas as universidades que se candidataram.
Quais as prioridades da UEG atualmente?
Gilberto Garcia - A universidade ainda tem que avançar na questão da formação dos seus professores, no seu quadro efetivo, na implementação de políticas mais fortes na área da graduação, na pós. Mas por outro lado, por ser uma universidade regional, fragmentada em 42 unidades pelo Estado, a UEG tem um papel social tremendo que ainda não foi utilizado. Por ser totalmente fracionada, a UEG tem , mais condições do que outras universidades estaduais de desenvolver projetos de desenvolvimento regional através da extensão, da graduação e da pesquisa para o Estado. Isso é exemplo para outros estados brasileiros.
Gilberto Garcia - O Conselho Nacional de Educação tem duas Câmaras: a de Educação Básica e a de Educação Superior. Cada uma dessas câmaras tem aproximadamente 12 conselheiros, os 24 juntos compõem o que chamamos de Conselho Pleno. Cada câmara se reúne isoladamente. A função da Câmara de Educação Superior é trabalhar a interpretação da Lei de Diretrizes e Bases da educação naquilo que ela é omissa e naquilo que ela não deixa perfeitamente claro e carece de regulação. A Câmara Superior se ocupa, sobretudo, com o credenciamento, e recredenciamento de universidades do sistema federal de educação, mas também com recursos sobre autorização de cursos e também muitos processos ligados à Capes, o órgão que cuida dos programas de mestrado e doutorado.
Goiás tem hoje a segunda maior universidade pública estadual. A partir disso, a UEG vai ter condições de intervir nessas políticas nacionais?
Gilberto Garcia - O fato de eu ter sido nomeado e estar também recém comissionado na UEG é um ganho para o Estado de Goiás, que agora tem duas representações no Conselho nacional de Educação. Uma comigo, Câmara de Educação Superior, e com a professora Clélia Brandão, na Câmara de Educação Básica. A professora Clélia é, inclusive, ex-presidente do Conselho Nacional. Então Goiás está bem representando. Entre as 24 vagas, 2 nomes são de Goiás, um do seguimento estadual, o outro do seguimento privado. Creio que para a UEG isto é muito importante para a sua afirmação nacionalmente, uma vez que a UEG é uma instituição jovem, com pouco mais de 10 anos, e ainda está se firmando, se estruturando na função da educação de Goiás. Essa nomeação certamente dá mais notoriedade e facilita várias das questões da UEG que se encontram no Congresso Nacional e na própria Capes.
Essas diretrizes aplicadas pela UEG também podem ser levadas a outros estados com a sua participação nesse conselho?
Gilberto Garcia - Certamente. Existe uma associação nacional que congrega todas as universidades estaduais e municipais do País que se chama Abruem. É nesse fórum nacional que acontece o intercâmbio, a troca de experiências que as instituições tenham tido e que possam ser exemplo para outras. Apesar de ser jovem, a UEG tem uma tradição na área de projetos de extensão, como no projeto de formação de professores para alfabetização no Estado, que agora está incluído em um plano nacional. Agora mesmo, por exemplo, houve uma liberação de verbas do Governo Federal para projetos de extensão para as universidades brasileiras como um todo, no valor de R$ 3 milhões. Nesse pacote, a UEG conseguiu a aprovação de 6 projetos, o que representa 10% do valor de todas as universidades que se candidataram.
Quais as prioridades da UEG atualmente?
Gilberto Garcia - A universidade ainda tem que avançar na questão da formação dos seus professores, no seu quadro efetivo, na implementação de políticas mais fortes na área da graduação, na pós. Mas por outro lado, por ser uma universidade regional, fragmentada em 42 unidades pelo Estado, a UEG tem um papel social tremendo que ainda não foi utilizado. Por ser totalmente fracionada, a UEG tem , mais condições do que outras universidades estaduais de desenvolver projetos de desenvolvimento regional através da extensão, da graduação e da pesquisa para o Estado. Isso é exemplo para outros estados brasileiros.
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