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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Marconi no Jaó: Grande festa para o Sábado 45

Em grande demonstração de força e mobilização na reta final da campanha, o candidato a governador Marconi Perillo (PSDB) participou de um grandioso evento com prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, presidentes de partidos, lideranças do interior e parlamentares no início da noite desta quarta, 27, no Clube Jaó.


Estavam presentes 151 prefeitos e ex-prefeitos e centenas de outras lideranças políticas que se reuniram a milhares de militantes, entre eles vereadores e presidentes de partidos que lotaram o Sol Music Hall, espaço de eventos do clube. Desde o meio da tarde, o bairro começou a ficar movimentado com os inúmeros veículos e ônibus que começaram a chegar com as comitivas do interior. A região da Praça Santa Cruz até o Clube Jaó ficou tomada de automóveis estacionados.

Antes do discurso de Marconi Perillo, várias lideranças fizeram o uso da palavra. O presidente de honra do PSDB, ex-prefeito Nion Albernaz, disse que só espera o dia 31 para brindar a vitória de Marconi perillo. O vice-governador Ademir Menezes conclamou todas as lideranças do interior a colocar suas energias “para a vitória do 45” nos próximos dias.

Já o candidato a vice na chapa de Marconi, José Éliton, fez um alerta para que os aliados fiquem atentos para os panfletos apócrifos e não se deixem enganar pelas pesquisas fraudulentas. Ele exaltou a vitória no próximo dia 31: “Nós temos do nosso lado o maior patrimônio de Goiás que é o apoio de vocês, as lideranças do interior”.

O presidente da Associação Goiana dos Município, Abelardo Vaz, prefeito de Inhumas, que no primeiro turno foi coordenador da campanha de Vanderlan (PR) e que agora apoia Marconi, agradeceu a maneira carinhosa com que foi recebido na campanha tucana e declarou: “90% das lideranças que estiveram com Vanderlan no primeiro turno agora estão com Marconi”.

Na opinião do deputado federal reeleito Leonardo Vilela (PSDB), um evento grandioso como esse demonstra a força e o vigor da candidatura Marconi e é fundamental para manter a militância motivada e vigilante para as ações que podem ser desencadeadas pelos adversários.

A senadora Lúcia Vânia fez um belo e empolgante discurso. “Amigos, tá pertinho, não precisa de receio das bandeiras vermelhas. Nós, do 45, já caminhamos por todo o Estado e sabemos que domingo só tem um nome para governar Goiás. É Marconi Perillo.” Ela conclamou todas a as lideranças a não aceitarem as provocações dos adversários. “Eles não trabalharam, não elegeram deputados e agora estão com vergonha, chegam nas cidades pequenininhas e colocam 20 carros de som para fazer chacota de todos nós.”

O senador Demóstenes Torres também empolgou a militância com seu discurso. “Marconi vai ganhar a eleição porque ele fez bem para Goiás e agora ele vai fazer deste Estado o quinto melhor do Brasil.” Segundo Demóstenes, tentaram desconstruir Marconi, mas ele saiu por cima, é o único candidato que pode falar em abaixar impostos, pois foi ele que isentou o IPVA no primeiro ano. Ele pode falar de bolsa universitária, pois foi ele que criou o programa dando oportunidade para milhares de jovens de baixa renda fazer um curso superior . O senador convocou todos os prefeitos presentes a fazer o Sábado 45 em suas cidades, com carreatas e caminhadas para fechar a campanha com uma grande mobilização em todos o estado.

Irmão do governador Alcides Rodrigues, Márcio Rodrigues contou que sua mãe pediu para ele, junto com sua esposa, nunca abandonassem Marconi Perillo. E contou também que seu pai foi demitido da Celg por Iris Rezende em 1993. “Como eu posso apoiar um homem que demitiu meu pai?”

Recebido com uma explosão de fogos de artifício, Marconi foi saudado por gritos e aplausos de entusiasmo e pediu que todos rezassem juntos o Pai Nosso em agradecimento por tudo de bom que aconteceu na campanha. Antes de começar a falar, teve de fazer outra pausa a pedido dos militantes que, aos gritos. queriam ouvir o principal jingle da campanha. “Marconi tá voltando pra ser governador. É competente e experiente isso ele já provou.”

Depois da música, Marconi agradeceu aos que vieram de todas as partes do Estado, aos senadores e todos os presentes. Também agradeceu a presença do deputado Luiz Bittencourt, conselheiro Frederico Jayme e de outros membros do PMDB na reunião.

Marconi contou que passou para o segundo turno com 300 mil votos de frente, enfrentando a máquina do governo federal, a máquina do governo estadual, as mais importantes prefeituras de Goiás e o poder econômico. A coligação Goiás Quer Mais conseguiu eleger dois senadores e grande parte dos deputados estaduais. “É que nós temos uma militância apaixonada, que acredita na força de nossas propostas; na verdade das propostas que apresentamos para Goiás”, disse.

“No nosso governo a Renda Cidadã vai para 250 reais e atenderá 250 mil famílias. A Bolsa Universitária vai ser de 500 reais, e quem precisar vai ter integral; motos e veículos populares vão ter 50% de desconto no IPVA. Veículos de feirantes e taxistas ficarão isentos. Eu faço essas propostas porque já fiz programas sociais, porque já dei a Bolsa Universitária. Faço propostas de redução de impostos porque já fiz isso. Não sou como meu adversário, que fechava as entradas da cidade e cobrava impostos até nas feiras, de galinha a rapadura”, disse Marconi.

O candidato a governador convocou a militância para sair às ruas com “a alegria da vitória, com as bandeiras tremulando” e reforçou a convocação de Demóstenes Torres para que todos promovam um sábado 45 na véspera da eleição. “Peço às lideranças e militantes que, no sábado, façam a carreata ou a caminhada da vitória em todas as cidades. Com muita luta e com muita fé chegamos até aqui e vamos vencer a eleição,”

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Marconi falou à imprensa sobre a motivação que tem recebido da população na reta final da campanha e da intensa agenda

Valorizando ainda mais o contato direto com a população, o candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB) realizou mais uma caminhada ontem (segunda-feira 25), dessa vez no Parque Anhanguera e no Jardim Planalto, onde percorreu a Avenida Pasteur e ruas adjacentes. Antes de iniciar a caminhada, Marconi falou à imprensa sobre a motivação que tem recebido da população na reta final da campanha e da intensa agenda que tem dividido com os senadores reeleitos Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB), o candidato a vice-governador José Éliton (DEM) e a esposa, Valéria Perillo, além de deputados eleitos da coligação. O tucano afirmou estar entusiasmado com o intenso trabalho que poderá levá-lo à vitória.


“A expectativa é muito boa, mas as atividades têm sido muitas, tanto para mim quanto para os senadores Demóstenes Torres e Lúcia Vânia, os deputados, minha esposa, Valéria, e o candidato a vice, José Éliton. Todos nós estamos tendo uma agenda intensa que vem sendo cumprida, principalmente agora na reta final. Muita gravação para o horário eleitoral, mas o ânimo é grande, a energia é grande também, e todos estamos muito animados e convencidos de que com esse trabalho podemos chegar à vitória”, disse. Questionado sobre qual público pretende conquistar nesses últimos dias que antecedem as eleições, Marconi disse que é importante conquistar os indecisos e reforçou que tem feito uma campanha limpa e de alto nível. “Conquistar os indecisos, se possível conquistar também os eleitores do adversário. Nós estamos fazendo uma campanha bonita, limpa, de alto nível. Apresentando projetos e boas ideias para o futuro do nosso Estado”, frisou.

Marconi cumprimentou os funcionários dos estabelecimentos comerciais e parou para ouvir sugestões e pedidos para que olhe para áreas específicas em seu próximo governo. O governadoriável recebeu o carinho de pessoas que afirmaram a ele que já tem o seu voto e posou para fotos. Moradora do setor, dona Laura Borges abraçou Marconi e ficou emocionada. Ela explica que seu neto, que nasceu com uma paralisia nas pernas, faz tratamento no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) e hoje já consegue andar com a ajuda de aparelho. “Tenho um neto que nasceu com uma paralisia nas pernas e começou a fazer tratamento no Crer. Quando ele era ainda bem pequeno acreditava-se que ele não iria andar de nenhuma forma, e hoje, mesmo com auxilio de aparelho, ele anda e a esperança é que ele avance mais. As pessoas têm de perceber a importância de um governador sentir a dor de todas as pessoas, a necessidade de todas as pessoas, e não de uma classe só. Foi o que Marconi fez, e acredito que Goiás vai melhorar ainda mais quando ele voltar ao governo”, afirmou.

A comerciante Iara Cristina destacou que Marconi reduziu impostos para os comerciantes e disse ser grata a ele por isso. “Temos uma confecção em Goiânia e outra em Jaraguá, e Marconi sempre incentivou as confecções, baixou os impostos. Foi um governador muito bom para o comércio, para as indústrias e para todas as áreas, não esqueceu nenhuma”, salientou.

Deputado Túlio Isac, Daniel Goulart e Honor Cruvinel, fazem denúncia nesta tarde de segunda- feira 25/10 de material com calúnias contra Marconi Perillo



PSDB denuncia circulação de material calunioso contra Marconi

O PSDB denunciou hoje (segunda-feira 25) à Polícia Federal a distribuição de panfletos apócrifos e a circulação de materiais com informações caluniosas contra o candidato Marconi Perillo. Os tucanos pedem que a Polícia Federal faça busca e apreensão dos panfletos e de outros materiais e que realize a devida identificação dos autores.


Os documentos que integram a denúncia também apontam, segundo o presidente regional da sigla, o deputado estadual Daniel Goulart, para indícios de compra de votos em favor do candidato do PMDB, Iris Rezende. Por orientação da assessoria jurídica do PSDB o material protocolado na PF não foi exibido à imprensa, para garantir o sigilo e não dificultar as averiguações.

Daniel Goulart esteve na Polícia Federal acompanhado pelos deputados Honor Cruvinel e Túlio Isac e por advogados do partido. O dirigente explicou que algumas ações também foram protocoladas no TRE.

Nas publicações, segundo os advogados, Marconi é caluniosamente acusado de crimes que não cometeu, o que configura violação à Lei Eleitoral. A divulgação de material apócrifo em período eleitoral é crime e fere a Lei 9.504/97, a Resolução 23.191 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Código Eleitoral. "O PMDB instaurou o vale-tudo na campanha, e o Ministério Público e a Polícia Federal precisam agir para coibir esse tipo de crime contrário à democracia", afirmou Goulart. “A gente espera que o eleitorado não leve em conta essa panfletagem apócrifa e todo tipo de maldade, mas queremos que tudo seja apurado e estamos trabalhando para que essa seja uma eleição limpa”, disse o presidente regional do PSDB.

De acordo com o dirigente tucano, além de panfletos apócrifos, mensagens de redes sociais, e-mails caluniosos e carros plotados com mensagens caluniosas, os documentos denunciam QGs formados para fomentar informações caluniosas contra o candidato do PSDB. O material inclui denúncias de compras de votos -- na sexta-feira 22, a Coligação do PSDB já havia anunciado que teve acesso a vários indícios sobre esquema neste sentido -- e informações sobre pessoas hospedadas em hotéis de cidades do interior junto com lideranças adversárias trabalhando a contratação de cabos eleitorais acima do preço de mercado.

Há também informações sobre vídeos , circulando na internet, com informações sobre o uso da máquina administrativa da Prefeitura de Municipal de Aparecida de Goiânia. Ele exemplificou com um e-mail da Secretaria de Esportes de Aparecida de Goiânia pedindo votos para a candidatura do PMDB . Há indícios do uso da máquina administrativa da Prefeitura de Goiânia.

De acordo com o deputado Daniel Goulart, o material é extenso e não dá para apontar, sem um exame rigoroso, seus autores. “Claro que isso parte dos nossos adversários, que tentam de todas as formas virar a eleição, não podemos afirmar se vem é de A ou B, mas quem pode ter vantagem com isso sem dúvida nenhuma é o candidato adversário.”

De acordo com a Assessoria de Comunicação Social da PF, os documentos serão encaminhados para a Delegacia de Defesa Institucional, a cargo do delegado James Gomes Solis, responsável pelos crimes eleitorais, que deve encaminhar o material ao TRE antes de instaurar a investigação.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

No ar, Paulo Beringhs pede demissão e denuncia censura na TV Brasil Central

No ar, Paulo Beringhs pede demissão e denuncia censura na TV Brasil Central


Jornalista diz que Jorcelino Braga e grupo de Iris impuseram mordaça aos jornalistas da estatal, que é gerida pela Agecom

21 de Outubro de 2010
Por: Alexandre Bittencourt/Editor de Política

Os telespectadores da Televisão Brasil Central (TBC) foram tomados de súbito no final da noite de ontem com um ato inesperado do jornalista Paulo Beringhs. Ao vivo, no momento em que encerrava o telejornal que apresenta diariamente, Paulo se declarou vítima de censura política praticada pela Agência Goiana de Comunicação (Agecom), mantenedora da TBC, e pediu demissão. O que desencadeou a crise foi uma queda-de-braço travada nos bastidores da tevê desde que o jornalista avisou, há dois dias, que levaria o candidato a governo pela coligação Goiás Quer Mais, Marconi Perillo (PSDB), para uma entrevista no programa que deveria ir ao ar hoje. A Agecom queria impedi-la de ocorrer.

Paulo estava a apresentar o programa ao vivo, no meio da bancada. O senador Demóstenes Torres (DEM) estava à sua esquerda e o jornalista Cléber Ferreira, à direita. O apresentador interrompeu a entrevista e começou a dizer que a equipe da TV Brasil Central estava sob censura. "Nós estamos sob intervenção. O nosso jornalismo passa a não ter liberdade como a gente teve até agora, o que é uma coisa que eu lamento muito". O jornalista afirmou que havia a ordem para que ele não recebesse Marconi no programa de hoje, o que lamentava muito, e deu nome aos responsáveis pela mordaça. "Eu lamento demais esta postura do senhor Jorcelino Braga (ex-secretário da Fazenda) e do grupo de Iris Rezende, que tem tradição em censurar a imprensa".

Minutos depois de pedir demissão, Paulo relatou ao Diário da Manhã os episódios ocorridos na véspera que foram determinantes em sua decisão. No telejornal de terça-feira, o jornalista comunicou aos telespectadores que o entrevistado do programa de ontem seria Demóstenes, e o de hoje, Marconi. Na quarta-feira, o presidente da Agecom, Marcus Vinícius Faria Felipe, procurou o diretor comercial da empresa, Fernando Dib, e mandou o recado: Paulo teria duas opções. A primeira, já bastante absurda, era insistir na entrevista com Ma rconi e correr o risco de ter a exibição do programa cortada ao vivo.

A segunda opção era ainda mais escandalosa: desistir da entrevista com o candidato do PSDB, e ainda assim, ser obrigado a conviver com interventores nomeados por Marcus Vinícius em sua redação e no seu estúdio, que não funcionam nas dependências da Agecom. Fontes do governo informaram Paulo que o presidente da agência estava disposto a indicar dois jornalistas de sua estrita confiança para acompanhar a produção do telejornal, e que hoje fazem parte dos quadros da Rádio 730: Altair Tavares e Eduardo Horácio.

“Por coincidência, estes dois trabalham no órgão de comunicação mais alinhado aos interesses do governo entre todos de Goiás. Quer dizer, este foi claramente um ato de ingerência no sentido de beneficiar a candidatura de Iris Rezende (PMDB), que é apoiada por Alcides", acusa Paulo. Ontem, durante o desabafo feito no final do programa, o jornalista revelou que antes mesmo deste dia decisivo, quand o deveria ocorrer a entrevista com Marconi, já havia um emissário do presidente da Agecom na sua redação - o jornalista Cléber Ferreira.



Paulo – Você sabe (por que está aqui). Mas eu quero preservar você, Cléber, em respeito à nossa amizade.

(Cléber) – Não...

(Paulo) – Você sabe, você sabe exatamente o que aconteceu. Você esteve comigo e sabe exatamente o que aconteceu. Garanta o seu emprego que eu garanto a minha dignidade. Boa noite.



Após o programa, Paulo Beringhs ressaltou que segue amigo de Cléber, e que não o culpa ou se sente magoado com ele por conta do episódio. "Não tenho nada contra o Cléber, mas sei que ele foi usado. Sou amigo dele e reconheço a sua capacidade profissional, só que neste episódio devo dizer que ele foi usado", diz Paulo.

O agora ex-apresentador da TBC pede que o texto do DM deixe claro que a decisão de entrevistar Marconi não foi tomada de forma arbitrária e desigual para Iris, como teria insinuado o presidente da Agecom na conversa com Fernando Dib. Ocorre que, por meio de correspondência, a produção do programa convidou a assessoria dos dois candidatos que disputam o segundo turno e as convidou para reunião que definiria a ordem das entrevistas. A equipe de Iris não compareceu, e Paulo teria insistido no convite por meio dos assessores de campanha Filemon Pereira e Macloys Aquino, ambos jornalistas. O apresentador conta que, ainda assim, não houve feedback por parte do staff do PMDB. Como a equipe do PSDB havia manifestado interesse em ocupar o espaço oferecido, a entrevista foi agendada para hoje, dia 21.

“Fiquei decepcionado ao perceber que Marcus Vinícius, com quem eu nunca consegui conversar, não teve a coragem de expor as suas opiniões para mim. Ficou mandando recadinho”, reclama Paulo. “Estou em Goiás há 35 anos, e tenho 46 de profissão. Todos sabem que, sempre que levo um político de um partido, levo também de outro. Quando há três correntes políticas, levo as três para o programa. Todos sabem que me pauto pelo equilíbrio e que primo pelo jornalismo verdade, e nós sabemos que a vida de jornalista é cheia de probleminhas, que a gente vai contornando. Mas, desta vez, ficou insustentável”.

Paulo tem convicção de que Braga está por trás da decisão de censurar o seu programa e impor a nomeação de interventores através do seu braço direito, o presidente da Agecom. "A todo momento, desde que comecei na Brasil Central, ele sempre pediu a minha cabeça. Achava um absurdo que eu continuasse no ar sem pedir votos para os candidatos dele. Mas não peço e nunca vou pedir voto para ninguém no ar. Tenho idade e história para exigir respeito deste senhor, que tem uma vida completamente alheia ao jornalismo e me impos toda sorte de chantagens financeiras, políticas e emocionais”.

Pelo Twitter, ontem, o presidente da Agecom negou as acusações. “Não houve ordem alguma. Marconi já havia sido entrevistado, então cadê a censura? A TBC é estatal, pública e demo crática”, afirmou Marcus Vinícius.



UTI

Enquanto conversava com a reportagem por DM por telefone, Paulo abriu a sua caixa de e-mails em um dos computadores de seu estúdio. A conta, segundo o apresentador, estava lotada de mensagens de apoio e solidariedade à sua decisão. Emocionado, ele contou que a pressão financeira imposta sobre o seu programa pelo ex-secretário Braga (hoje marqueteiro do PMDB) impôs a severos danos à sua saúde.

"Sabe, tirei um peso enorme de mim. Nos últimos dias eu estava me sentindo mal. Até parei em hospital com stress, arritmia. Foram três dias na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). De modo que não havia outra decisão a tomar".

Paulo, que tem o hábito de se reunir com a família aos domingos, tentou ao máximo expor o problema de ordem política e financeira que estava vivendo, e que aos poucos deu pistas das dificuldades que estava a enfrentar. "Logo todos perceberam o que havia, e foram muito solidários comigo. Eu s oube até que hoje (ontem), assim que viu o meu pedido de demissão, meu sobrinho-neto de 12 anos vibrou em casa, comemorou a minha atitude. Não há recompensa melhor do que esta".

Ojornalista continua a apresentar o programa que tem todo domingo, às 23h30, na TV Goiânia. Neste programa, ele entrevista personalidades do mundo político do Estado. “Espero que lá também não haja a censura que eu sofri na TBC”, afirma.



Mordaça é “um tapa na cara da democracia”, diz Túlio Isac



O deputado Túlio Isac (PSDB) classificou como “um tapa na cara da democracia” o ato de censura sofrido pelo jornalista e amigo Paulo Beringhs. O parlamentar tem conhecimento de causa para comentar o episódio, pois em agosto deste ano teve seu programa, o “Cidade Esperança”, tirado subitamente da grade de programação da TBC.

“É uma vergonha o que aconteceu”, protesta o deputado tucano. Ele alerta os veículos de imprensa e indignado faz um apelo. “Temos que tomar alguma atitude. Os veículos de imprensa precisam ser solidários. Pode ser o início de uma ditadura”, afirmou. Túlio Isac informou que estava assistindo ao programa de Paulo Beringhs quando viu o protesto do jornalista. “Liguei para o Paulo e ele estava emocionado. Estava chocado com o que aconteceu”, contau o deputado.

O programa “Cidade Esperança” foi tirado do ar em agosto. Túlio afirma que foi vítima de retaliação por não ter votado a favor da provação do empréstimo da Celg em sessão na Assembl eia Legislativa. “Fui tirado do ar. Não consegui despedir dos meus telespectadores”. O deputado faz questão de ressaltar que sua dívida com a Agecom está em dia. “O Marcus Vinicius (presidente da Agecom) nunca me ligou”, afirma.

O jornalista Paulo Beringhs afirmou no encerramento de seu telejornal que o ex-secretário da Fazenda Jorcelino Braga teria proibido a presença de Marconi no programa. Túlio Isac diz que Braga está sendo movido pelo ódio. “É o espírito de vingança contra o Marconi. Não sei qual o poder mágico que Braga tem sobre o governador Alcides”.



DEMISSÃO CAUSA ALVOROÇO NA INTERNET



O tópico “Beringhs” alcançou a sexta colocação entre os assuntos mais comentados entre usuários brasileiros do Twitter na noite de ontem

O pedido de demissão de Paulo Beringhs na TBC repercutiu imediatamente na internet. No início desta madrugada, o nome do jornalista estava entre os assuntos mais comentados pelos usuários do Twitter no Brasil. A tag “Beringhs” estava em 6º no Trending Tropics Brasil, que mostra em tempo real quais os assuntos mais comentados no microblog. A maioria dos usuários prestavam solidariedade ao jornalista e condenavam o ato censura que fez com que Paulo Beringhs pedisse demissão em seu programa. Veja algumas manifestações registradas.

Ataques de Lula a Marconi Perillo

Alvo dos ataques falaciosos que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez durante visita a Goiânia na terça-feira (19), acompanhando a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) em comício no Jardim Curitiba, o candidato ao governo do Estado Marconi Perillo (PSDB) respondeu ontem em Anápolis (quarta-feira 20) as agressões do presidente da República de forma tranquila, afirmando que ele não deveria “tratar adversários como inimigos”. Marconi disse que Lula cometeu injustiças, como em relação à Ferrovia Norte-Sul, ao afirmar que ele “não colocou nenhum trilho na ferrovia”.


Marconi disse em Anápolis, antes de dar início a uma caminhada na região central da cidade, que a dedicação à campanha o impede de se preocupar com intrigas. “Estou tão preocupado com minha campanha, com os projetos que tenho para Goiás, que não tenho dado muita atenção a esse tipo de futrica. Lamento que o mais alto magistrado da Nação desça do seu pedestal, da sua função de chefe do Estado para se imiscuir em atividades políticas. Acho que o presidente tem tantos afazeres que não deveria eleger adversários como inimigos. A oposição deve ser tratada como adversária, não como inimiga. Acho que ele cometeu algumas injustiças e acabou falando o que não deveria falar porque às vezes foi utilizado por terceiros para me atacar e me agredir”, afirmou.

Marconi disse que “a melhor resposta aos ataques é o trabalho”, e lembrou o quanto colaborou com o presidente Lula ao criar programas sociais que inspiraram o Bolsa Família e o ProUni. Marconi aludiu ainda à denúncia do mensalão, feita por ele ao próprio presidente, e à votação contra a CPMF. “A resposta que eu dou é com trabalho. Colaborei muito com o Brasil ao votar contra a CPMF, um imposto injusto para os pobres, ao denunciar a existência do mensalão, ao sugerir a criação do Bolsa Família, com a junção dos programas sociais do Fernando Henrique (ex-presidente, PSDB), e ao sugerir a criação do ProUni a partir da experiência do Bolsa Universitária”, lembrou.

Sobre a Ferrovia Norte-Sul, o tucano afirmou que, como senador, aprovou emenda que destinava R$ 360 milhões para a conclusão das obras. “Em relação à Ferrovia Norte-Sul eu coloquei como emendas, aprovei como presidente da Comissão de Infraestrutura e aprovei como senador da República R$ 360 milhões, que foram usados para a continuidade das obras. Portanto, eu fiz muito. Acho que não coloquei um só trilho, mas milhares de trilhos na Ferrovia Norte-Sul, como senador da República, olhando para os interesses do nosso Estado. Quanto ao mais, vamos buscar reparação na Justiça”, afirmou.



Anápolis

Em caminhada pelo centro de Anápolis, acompanhado por centenas de pessoas e visitando os estabelecimentos comerciais Marconi falou sobre a campanha e aproveitou para agradecer o carinho com que tem sido recebido pela cidade que lhe deu 65% dos votos do município. “Estou feliz com a receptividade e a acolhida que tenho sempre em Anápolis. Já falei muito dos projetos e compromissos que temos para Anápolis e quero agradecer ao povo que me deu uma grande votação, agradecer por confiar em mim”, disse. Marconi falou também sobre a satisfação em receber hoje (quinta-feira 21) o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) e anunciou a visita do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alkmin, para o próximo sábado, além do governador eleito do Paraná, Beto Richa, para a próxima semana.

“Quero falar da minha satisfação em receber o ex-governador e senador eleito Aécio Neves, uma das maiores lideranças do País, para a inauguração do nosso comitê conjunto com Serra. No sábado vamos receber a visita do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alkmin, que vem trazer sua solidariedade à nossa candidatura, e na terça-feira próxima também está confirmada a presença do governador do Paraná, Beto Richa. Essas manifestações de carinho estão cada vez mais encorpando a nossa campanha”, declarou.

O governadoriável discutiu sobre sua campanha no rádio e televisão, afirmando que tem respeitado o adversário e que o povo goiano não quer assistir a baixarias. “Na minha campanha em rádio e TV não tenho me preocupado com o adversário. Tenho respeitado o adversário e, principalmente, tenho respeitado o povo, que não quer baixaria em campanha mas uma com propostas que visem o futuro do nosso Estado”, disse.

A massoterapeuta Bertulina Maciel abraçou Marconi e explicou por que sempre votou nele. “A primeira vez que votei em Marconi foi só porque ele era muito simpático com as pessoas, ouvia o que as pessoas tinham a dizer para ele e escutava até conselhos. Hoje voto porque presenciei os dois governos dele e vi que não houve melhor governador para Goiás. Um governador que se preocupou com todas as áreas”, disse. Durante a caminhada, Aluísio Rodrigues, policial militar, agradeceu a Marconi o tratamento que deu à Polícia e disse que em seus governos os policiais recebiam o salário de férias adiantado: “Na época do Marconi nós recebíamos o salário das férias adiantado e hoje recebemos atrasado, depois que já entramos de férias. Ele foi o melhor governador que já existiu para a polícia”, disse.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Nota à Imprensa Coligação Goiás Quer Mais - Marconi Perillo

O desespero diante do quadro eleitoral adverso fez a campanha de Iris Rezende realizar ontem uma manobra agressiva, desleal e desrespeitosa em relação ao povo de Goiás.

O candidato Iris Rezende destilou pela boca do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma séria de inverdades sobre a Companhia Energética de Goiás (Celg), a construção da Ferrovia Norte–Sul e o senador Marconi Perillo.

Falou-se ontem, no calor do comício, sobre R$ 1 bilhão que teriam sido subtraídos da Celg. Isto é, claramente, um ato falho. A quantia representa exatamente o volume de recursos levantados com a privatização de Cachoeira Dourada promovida pelo governador Maguito Vilela, do PMDB de Iris.

Como todos sabem, o dinheiro da venda de Cachoeira Dourada foi pulverizado em inúmeras obras inacabadas, num esforço fracassado de tentar eleger Iris Rezende governador em 1998.

No mais, a imprensa goiana não registra um apoio sequer do candidato Iris à construção da Ferrovia Norte–Sul. Marconi tem legitimidade reconhecida para falar da obra.

O candidato da coligação Goiás Quer Mais é defensor histórico da ferrovia. Em 1987, ao lado do governador Henrique Santillo, Marconi participava de atos em defesa da obra. Quando governador (1999-2005), mostrou-se incansável na luta pela retomada das obras.

Na condição de senador, Marconi sempre colocou recursos no orçamento da União, para dar prosseguimento às obras da ferrovia. Esse trabalho, nos últimos anos, resultou em proposições que alcançam a soma de R$ 360 milhões, que foram liberados, dos quais R$ 300 milhões para o exercício de 2008 e R$ 60 milhões para o exercício de 2009.

Não fica bem ao presidente fazer denúncias, ainda mais sem provas, contra qualquer cidadão. Quanto às ofensas levianas e caluniosas, o senador Marconi adotará todas as medidas legais cabíveis.

Por fim, confiamos em que os ataques caluniosos de Iris por meio de Lula contra Marconi serão respondidos pelo eleitorado goiano no próximo dia 31 de outubro.

Com a palavra, o povo de Goiás.

Coligação Goiás Quer Mais