Casos de dengue já são 102 mil
Um número menor de casos de dengue foi registrado na semana epidemiológica 46, em relação à mesma semana do ano passado. Segundo a superintendente de Políticas de Atenção Integral à Saúde (Spais) da SES, Elisabeth Araújo, que apresentou ontem o último boletim da doença, foram registrados 468 casos na 46ª semana, contra 1.044 casos notificados no mesmo período do ano passado. "A tendência, agora que estamos no período chuvoso, é que os números aumentem semana a semana, mas o registrado na semana 46 em relação ao do ano passado, por ser bem menor, demonstra que as ações de combate à doença estão dando resultados", disse.
Foram notificados em 2010 até 46ª semana, 102.726 casos da doença no Estado, o que representa um aumento de 190,2% em relação ao mesmo período do ano passado, que teve 35.412 casos. Em 2010 ocorreram 69 mortes, 72,5% a mais em relação a 2009, quando foram registradas 40. Elisabeth destaca que a maior incidência da doença em 2010 ocorreu no início do ano e que a expectativa é que o período chuvoso - que em Goiás começa em outubro e termina em maio - não seja tão drástico como o passado.
De acordo com Elisabeth as ações de combate à dengue já estão sendo intensificadas. Os principais problemas apontados pela SES como responsáveis pelo altos números da doença registrados este ano no Estado já estão sendo contornados, conforme Elisabeth. Dos municípios que apresentaram o problema da falta de agentes de saúde, Anápolis e Aparecida de Goiânia já iniciaram processo para a contração emergencial desses profissionais.
A SES também está capacitando os profissionais de saúde com o intuito de diminuir o número de mortes por dengue. "Até o dia 15 de dezembro 270 médicos e 415 enfermeiras já estarão capacitados para realizar um correto diagnóstico da dengue. Cada município terá pelo menos um médico e uma enfermeira capacitados atuando", informou Elisabeth.
Fonte: O Popular - 26/11/2010
Sejam bem vindos ao nosso Blog, feito especialmente para você leitor. Aqui você encontra Jornalismo de verdade! Façam parte, participem, deixem seu recado. O panorama político e social com noticias de Goiás e do Brasil com destaque para os municípios da Região do Vale do Araguaia, você confere no Jornal do Vale.
Total de visualizações de página
domingo, 28 de novembro de 2010
Prisão em prédio de luxo
Estudante de engenharia é detido no Setor Bueno suspeito de roubo de carros
Cláudio Barros
da editoria de cidades
Um homem suspeito de fazer parte de uma quadrilha que roubava carros no Setor Bueno e no Jardim América, bairros nobres de Goiânia, foi preso ontem por policiais civis do 22º DP, Vila Mutirão, região noroeste da Capital. O estudante de Engenharia Civil Clóves Setúbal de Souza Júnior, 22 anos, foi preso num prédio de luxo no Setor Bueno. De acordo com a polícia, a prisão de Clóves faz parte da Operação Presente de Natal, iniciada há cinco meses pela Polícia Civil.
Na residência do suspeito, a polícia encontrou sons de carros e relógios das vítimas da quadrilha. Segundo o delegado Waldir Soares de Oliveira, titular do 22º DP, mais de nove pessoas já foram presas e mais de dez estão sob investigação. Clóves, que de acordo com o delegado também é conhecido como Juninho, ainda não tinha passagens pela polícia e vai responder pelo crime de receptação e formação de quadrilha. Waldir Soares conta que a mãe de Clóves mora na Inglaterra e é proprietária de uma caminhonete Toyota Hilux, utilizada pelo rapaz para dar fuga aos responsáveis pelos roubos dos veículos. Clóves, informa o delegado, foi arregimentado pelo chefe da quadrilha, Assad Haidar de Castro, preso durante a Operação Presente de Natal por roubo de veículos. Clóves seria, inclusive, a pessoa encarregada de arranjar compradores (receptadores) para os carros roubados e também por armazenar peças dos veículos furtados.
Caso Pollyanna
Entre as nove pessoas detidas durante a Operação Presente de Natal, oito estão envolvidas com o tráfico de drogas na região noroeste da Capital. Duas mulheres e quatro homens foram presos suspeitos de roubar veículos no Jardim América e no Setor Bueno. Segundo o delegado Waldir Soares, eles roubavam apenas veículos modelo 2010 e sob encomenda. Suposto líder da quadrilha, Assad Haidar é investigado como suspeito de participação na morte da publicitária Pollyanna Arruda Borges, assassinada no dia 23 de setembro do ano passado.
"Estamos investigando a possível participação dele neste crime, já que Assad morava na mesma rua que a publicitária (Setor Bueno) e o modus operandi é parecido com o que culminou na morte da publicitária. Até um exame de DNA de Assad foi pedido para descobrir se ele teve participação neste crime que chocou a sociedade goianiense e anapolina, onde a família de Pollyanna mora”, comenta o delegado. Ele informa que a Operação Presente de Natal ainda não terminou. "Ela continua", garante Waldir Soares.
Polícia Civil fecha local de desmanche
O lanterneiro Lucas Cordeiro dos Santos, 29 anos, e o técnico em portão eletrônico Paulo César Vilaça dos Santos, 22 anos, foram presos em flagrante ontem quando desmanchavam um veículo em uma casa na Rua VB-6, no Residencial Vereda dos Buritis, em Goiânia. A casa, alugada havia dois meses por R$ 550, era usada pela dupla apenas para o desmanche. No local, não havia nenhum móvel. Apenas peças de carros espalhadas pelo interior da residência.
Paulo César e Lucas foram presos quando desmanchavam um veículo Volkswagen Golf, modelo 2010/2011, placas NWB 9896, de Goiânia, de cor branca. De acordo com o delegado Juracy José Pereira, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores – responsável pela operação –, havia indícios no local de que quatro veículos – dois Golfs, um Toyota Corolla e um Honda Civic – haviam sido desmontados.
Para chegar ao local, a polícia seguiu uma pista deixada pelos bandidos. Peças desovadas e que poderiam identificar os veículos em lotes baldios da região. Com isso, o titular da Furtos e Roubos determinou que os agentes investigassem se havia algum desmanche na região. Ontem, por volta do meio-dia, os policiais flagraram Paulo César e Lucas Cordeiro desmanchando o Golf, que havia sido roubado no dia 18 de novembro, no Jardim América. As peças recolhidas pela polícia na casa encheram um caminhão, usado para transportar o que havia restado dos veículos para o pátio da delegacia.
Segundo Juracy Pereira, os dois envolvidos disseram que apenas desmanchavam os veículos, negando que sejam os ladrões e fornecedores de peças. "Eles contaram que trabalham para uma pessoa desconhecida", comenta o delegado, que duvida da afirmativa de Paulo César e Lucas Cordeiro. Sobre os outros veículos, Juracy disse que as peças vão passar por perícia para possível identificação dos mesmos. Vizinhos, que pediram para não ser identificados, afirmaram que a movimentação no local era grande, principalmente à noite.
A casa havia sido alugada há cerca de dois meses por Paulo César, que pagava R$ 550 pelo imóvel. Ele contou à polícia que já cumpriu pena por tráfico de droga. Já Lucas Cordeiro tem passagem por roubo, receptação, porte ilegal de arma de fogo e formação de quadrilha. A polícia vai investigar agora se os dois eram os responsáveis pelos roubos dos veículos e pela comercialização de peças, que, segundo o delegado, são muito utilizadas na clonagem de veículos.
site statistics
Fonte: Diário da Manhã - 26/11/2010
Cláudio Barros
da editoria de cidades
Um homem suspeito de fazer parte de uma quadrilha que roubava carros no Setor Bueno e no Jardim América, bairros nobres de Goiânia, foi preso ontem por policiais civis do 22º DP, Vila Mutirão, região noroeste da Capital. O estudante de Engenharia Civil Clóves Setúbal de Souza Júnior, 22 anos, foi preso num prédio de luxo no Setor Bueno. De acordo com a polícia, a prisão de Clóves faz parte da Operação Presente de Natal, iniciada há cinco meses pela Polícia Civil.
Na residência do suspeito, a polícia encontrou sons de carros e relógios das vítimas da quadrilha. Segundo o delegado Waldir Soares de Oliveira, titular do 22º DP, mais de nove pessoas já foram presas e mais de dez estão sob investigação. Clóves, que de acordo com o delegado também é conhecido como Juninho, ainda não tinha passagens pela polícia e vai responder pelo crime de receptação e formação de quadrilha. Waldir Soares conta que a mãe de Clóves mora na Inglaterra e é proprietária de uma caminhonete Toyota Hilux, utilizada pelo rapaz para dar fuga aos responsáveis pelos roubos dos veículos. Clóves, informa o delegado, foi arregimentado pelo chefe da quadrilha, Assad Haidar de Castro, preso durante a Operação Presente de Natal por roubo de veículos. Clóves seria, inclusive, a pessoa encarregada de arranjar compradores (receptadores) para os carros roubados e também por armazenar peças dos veículos furtados.
Caso Pollyanna
Entre as nove pessoas detidas durante a Operação Presente de Natal, oito estão envolvidas com o tráfico de drogas na região noroeste da Capital. Duas mulheres e quatro homens foram presos suspeitos de roubar veículos no Jardim América e no Setor Bueno. Segundo o delegado Waldir Soares, eles roubavam apenas veículos modelo 2010 e sob encomenda. Suposto líder da quadrilha, Assad Haidar é investigado como suspeito de participação na morte da publicitária Pollyanna Arruda Borges, assassinada no dia 23 de setembro do ano passado.
"Estamos investigando a possível participação dele neste crime, já que Assad morava na mesma rua que a publicitária (Setor Bueno) e o modus operandi é parecido com o que culminou na morte da publicitária. Até um exame de DNA de Assad foi pedido para descobrir se ele teve participação neste crime que chocou a sociedade goianiense e anapolina, onde a família de Pollyanna mora”, comenta o delegado. Ele informa que a Operação Presente de Natal ainda não terminou. "Ela continua", garante Waldir Soares.
Polícia Civil fecha local de desmanche
O lanterneiro Lucas Cordeiro dos Santos, 29 anos, e o técnico em portão eletrônico Paulo César Vilaça dos Santos, 22 anos, foram presos em flagrante ontem quando desmanchavam um veículo em uma casa na Rua VB-6, no Residencial Vereda dos Buritis, em Goiânia. A casa, alugada havia dois meses por R$ 550, era usada pela dupla apenas para o desmanche. No local, não havia nenhum móvel. Apenas peças de carros espalhadas pelo interior da residência.
Paulo César e Lucas foram presos quando desmanchavam um veículo Volkswagen Golf, modelo 2010/2011, placas NWB 9896, de Goiânia, de cor branca. De acordo com o delegado Juracy José Pereira, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores – responsável pela operação –, havia indícios no local de que quatro veículos – dois Golfs, um Toyota Corolla e um Honda Civic – haviam sido desmontados.
Para chegar ao local, a polícia seguiu uma pista deixada pelos bandidos. Peças desovadas e que poderiam identificar os veículos em lotes baldios da região. Com isso, o titular da Furtos e Roubos determinou que os agentes investigassem se havia algum desmanche na região. Ontem, por volta do meio-dia, os policiais flagraram Paulo César e Lucas Cordeiro desmanchando o Golf, que havia sido roubado no dia 18 de novembro, no Jardim América. As peças recolhidas pela polícia na casa encheram um caminhão, usado para transportar o que havia restado dos veículos para o pátio da delegacia.
Segundo Juracy Pereira, os dois envolvidos disseram que apenas desmanchavam os veículos, negando que sejam os ladrões e fornecedores de peças. "Eles contaram que trabalham para uma pessoa desconhecida", comenta o delegado, que duvida da afirmativa de Paulo César e Lucas Cordeiro. Sobre os outros veículos, Juracy disse que as peças vão passar por perícia para possível identificação dos mesmos. Vizinhos, que pediram para não ser identificados, afirmaram que a movimentação no local era grande, principalmente à noite.
A casa havia sido alugada há cerca de dois meses por Paulo César, que pagava R$ 550 pelo imóvel. Ele contou à polícia que já cumpriu pena por tráfico de droga. Já Lucas Cordeiro tem passagem por roubo, receptação, porte ilegal de arma de fogo e formação de quadrilha. A polícia vai investigar agora se os dois eram os responsáveis pelos roubos dos veículos e pela comercialização de peças, que, segundo o delegado, são muito utilizadas na clonagem de veículos.
site statistics
Fonte: Diário da Manhã - 26/11/2010
25/11/2010 - MP celebra Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher e institui núcleos de apoio
“Masculino e feminino são complementares, não antagônicos.” Esta foi uma das reflexões feitas pela subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Jurídico Institucionais, Ana Cristina Ribeiro Peternella França, durante a cerimônia de lançamento de um kit de divulgação sobre a Lei Maria da Penha. A cerimônia coincide com a celebração do Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, comemorado hoje (25/11).
Em sua fala, Ana Cristina Peternella rememorou o fato que marcou a data, instituída em 1999 em Assembleia Geral das Nações Unidas como reconhecimento à luta de três irmãs dominicanas que foram assassinadas por liderarem um movimento pelo fim da ditadura e da violência na quele país e pela democracia. “Elas foram mulheres de fibra, de coragem, que pagaram com a vida o preço de se insurgir contra a tirania. São símbolos da luta pela liberdade, assim como Maria da Penha Maia Fernandes, a cearense que emprestou seu nome à lei de 2006, surgida como um dos instrumentos mais avançados no enfrentamento da violência doméstica no Brasil”, afirmou.
Segundo a subprocuradora, números divulgados em agosto deste ano pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República indicam um crescimento da procura pelo serviço do Disque-Denúncia, o Ligue 180, criado especificamente para receber queixas de violência doméstica contra a mulher. “O panorama está mudando, mas o cenário ainda é alarmante. E inadmissível. Em pleno século 21, não podemos aceitar que mulheres brasileiras continuem atreladas e subjugadas a condições que remetem aos séculos 18 e 19”, ressaltou.
O coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, José Carlos de Miranda Nery Júnior, destacou que o objetivo da confecção e distribuição dos kits é divulgar e implementar a Lei nº 11.340, a Lei Maria da Penha. Produzido dentro da parceria com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, o material é composto de uma cartilha, folder, cartaz, caneta e ecobag.
José Carlos Nery apresentou alguns dados contidos na cartilha, que traz números cruéis de violência. Apenas no mês de fevereiro deste ano, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia registrou 695 ocorrências, sendo que 307 de ameaças, 43 de lesão corporal e 12 de estupro.
De acordo com o promotor, é importante que os operadores do direito, sejam promotores, juízes ou advogados, se sensibilizem para a necessidade de cumprimento da lei. “Já ouvi comentários de que a lei não funciona porque as mulheres se acostumam com a situação de violência, o que é uma inverdade. É preciso conhecer a situação de cada caso e garantir meios para que as vítimas sejam efetivamente protegidas”. Assim, segundo o coordenador, é necessária a parceria entre os mais diversos órgãos e instituições para o combate à violência doméstica.
A promotora de Justiça Rúbian Correa Coutinho, titular do Núcleo de Gênero em Goiânia, reiterou que, apesar de haver quem defenda a inconstitucionalidade da lei, a norma nada mais é que a materialização de preceitos constitucionais como a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. “A Lei Maria da Penha representa um novo paradigma”, definiu. Ela destacou ainda ações de articulações já desenvolvidas pelo núcleo em Goiânia, com vistas à implantação de centros de atendimentos e de uma casa abrigo.
Núcleos de Gênero
Na ocasião, também foi assinado ato formalizando a criação, na estrutura do MP, dos Núcleos de Gênero em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Luziânia. Os Núcleos de Gênero são a nova denominação dos chamados Núcleos de Apoio ao Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Em Aparecida de Goiânia, o núcleo será coordenado pela promotora Renata de Oliveira Marinho e Sousa e, em Luziânia, pela promotora Marina Mello de Lima Almeida.
A implantação dos núcleos em Goiás foi viabilizada por uma parceria firmada entre o MP e o Ministério da Justiça (MJ) em dezembro de 2008. O objetivo central do projeto dos núcleos é garantir a efetivação da Lei Maria da Penha e o fortalecimento da rede de enfrentamento da violência contra a mulher no Estado de Goiás.
Entre as atribuições dos núcleos está a proposição e execução de políticas institucionais relacionadas às questões de gênero, a realização de campanhas educativas, além do levantamento das redes de proteção da mulher vítima de violência doméstica familiar em todo o Estado.
Reunião de trabalho
Após a cerimônia de lançamento, o promotor José Carlos Nery, convidou os participantes para fazerem uma reunião de trabalho, momento em que os integrantes do MP dialogaram com os representantes de órgãos públicos e instituições que estavam presentes. (Texto: Cristina Rosa - fotos: João Sérgio /Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)
Em sua fala, Ana Cristina Peternella rememorou o fato que marcou a data, instituída em 1999 em Assembleia Geral das Nações Unidas como reconhecimento à luta de três irmãs dominicanas que foram assassinadas por liderarem um movimento pelo fim da ditadura e da violência na quele país e pela democracia. “Elas foram mulheres de fibra, de coragem, que pagaram com a vida o preço de se insurgir contra a tirania. São símbolos da luta pela liberdade, assim como Maria da Penha Maia Fernandes, a cearense que emprestou seu nome à lei de 2006, surgida como um dos instrumentos mais avançados no enfrentamento da violência doméstica no Brasil”, afirmou.
Segundo a subprocuradora, números divulgados em agosto deste ano pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República indicam um crescimento da procura pelo serviço do Disque-Denúncia, o Ligue 180, criado especificamente para receber queixas de violência doméstica contra a mulher. “O panorama está mudando, mas o cenário ainda é alarmante. E inadmissível. Em pleno século 21, não podemos aceitar que mulheres brasileiras continuem atreladas e subjugadas a condições que remetem aos séculos 18 e 19”, ressaltou.
O coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, José Carlos de Miranda Nery Júnior, destacou que o objetivo da confecção e distribuição dos kits é divulgar e implementar a Lei nº 11.340, a Lei Maria da Penha. Produzido dentro da parceria com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, o material é composto de uma cartilha, folder, cartaz, caneta e ecobag.
José Carlos Nery apresentou alguns dados contidos na cartilha, que traz números cruéis de violência. Apenas no mês de fevereiro deste ano, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia registrou 695 ocorrências, sendo que 307 de ameaças, 43 de lesão corporal e 12 de estupro.
De acordo com o promotor, é importante que os operadores do direito, sejam promotores, juízes ou advogados, se sensibilizem para a necessidade de cumprimento da lei. “Já ouvi comentários de que a lei não funciona porque as mulheres se acostumam com a situação de violência, o que é uma inverdade. É preciso conhecer a situação de cada caso e garantir meios para que as vítimas sejam efetivamente protegidas”. Assim, segundo o coordenador, é necessária a parceria entre os mais diversos órgãos e instituições para o combate à violência doméstica.
A promotora de Justiça Rúbian Correa Coutinho, titular do Núcleo de Gênero em Goiânia, reiterou que, apesar de haver quem defenda a inconstitucionalidade da lei, a norma nada mais é que a materialização de preceitos constitucionais como a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. “A Lei Maria da Penha representa um novo paradigma”, definiu. Ela destacou ainda ações de articulações já desenvolvidas pelo núcleo em Goiânia, com vistas à implantação de centros de atendimentos e de uma casa abrigo.
Núcleos de Gênero
Na ocasião, também foi assinado ato formalizando a criação, na estrutura do MP, dos Núcleos de Gênero em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Luziânia. Os Núcleos de Gênero são a nova denominação dos chamados Núcleos de Apoio ao Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Em Aparecida de Goiânia, o núcleo será coordenado pela promotora Renata de Oliveira Marinho e Sousa e, em Luziânia, pela promotora Marina Mello de Lima Almeida.
A implantação dos núcleos em Goiás foi viabilizada por uma parceria firmada entre o MP e o Ministério da Justiça (MJ) em dezembro de 2008. O objetivo central do projeto dos núcleos é garantir a efetivação da Lei Maria da Penha e o fortalecimento da rede de enfrentamento da violência contra a mulher no Estado de Goiás.
Entre as atribuições dos núcleos está a proposição e execução de políticas institucionais relacionadas às questões de gênero, a realização de campanhas educativas, além do levantamento das redes de proteção da mulher vítima de violência doméstica familiar em todo o Estado.
Reunião de trabalho
Após a cerimônia de lançamento, o promotor José Carlos Nery, convidou os participantes para fazerem uma reunião de trabalho, momento em que os integrantes do MP dialogaram com os representantes de órgãos públicos e instituições que estavam presentes. (Texto: Cristina Rosa - fotos: João Sérgio /Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Projeto do novo CPC tem 25 emendas de Marconi
O projeto do novo Código de Processo Civil (CPC) contará com 25 das 78 emendas apresentadas pelo senador e governador eleito Marconi Perillo (PSDB). Marconi é o senador com o maior número de emendas apresentadas e acolhidas pelo relator Valter Pereira (PMDB-MS).
Entre as emendas aprovadas estão a que obriga os juízes a tratar com cortesia os advogados e as partes envolvidas em um processo, a que estabelece o fim da separação judicial antes do divórcio e a que torna obrigatória a apreciação pela justiça brasileira das causas que envolvem brasileiros e estrangeiros. Hoje, os contratos, muitas vezes, tiram do Brasil a competência para julgar. A emenda acaba com essa possibilidade, reforçando a soberania da justiça brasileira. Outra emenda de Marconi também acatada pelo relator aumenta a multa por litigância de má-fé, que leva a atrasos nos processos, de no máximo 2% para, no mínimo, 2%, podendo chegar a 10% do valor da causa.
As emendas foram resultado da realização de audiências públicas em Brasília e Goiânia e da análise de sugestões e notas técnicas sobre o assunto que foram encaminhadas à comissão temporária responsável pela reforma do código.
Nesta quarta-feira (24), o presidente do Senado, José Sarney, recebeu o relatório que, em seguida, foi apresentado à comissão especial criada para discutir o projeto (PLS 166/10). Ao entregar o relatório, Valter Pereira destacou o caráter participativo do processo de elaboração da proposta de reforma. Ele classificou o novo CPC como "primeiro código processual brasileiro construído integralmente sob regime democrático".
- Jamais na história um código passou por processo de elaboração tão participativo. Nunca um código foi construído de forma tão aberta - disse o senador.
José Sarney saudou o trabalho da comissão e elogiou a celeridade do processo de reforma.
- Esse trabalho foi feito em um prazo relativamente curto e de maneira extremamente participativa. Agradeço em nome do Senado, mas também do povo brasileiro - declarou.
A previsão de Sarney é que o novo CPC seja votado em Plenário no primeiro semestre do próximo ano.
Entre as emendas aprovadas estão a que obriga os juízes a tratar com cortesia os advogados e as partes envolvidas em um processo, a que estabelece o fim da separação judicial antes do divórcio e a que torna obrigatória a apreciação pela justiça brasileira das causas que envolvem brasileiros e estrangeiros. Hoje, os contratos, muitas vezes, tiram do Brasil a competência para julgar. A emenda acaba com essa possibilidade, reforçando a soberania da justiça brasileira. Outra emenda de Marconi também acatada pelo relator aumenta a multa por litigância de má-fé, que leva a atrasos nos processos, de no máximo 2% para, no mínimo, 2%, podendo chegar a 10% do valor da causa.
As emendas foram resultado da realização de audiências públicas em Brasília e Goiânia e da análise de sugestões e notas técnicas sobre o assunto que foram encaminhadas à comissão temporária responsável pela reforma do código.
Nesta quarta-feira (24), o presidente do Senado, José Sarney, recebeu o relatório que, em seguida, foi apresentado à comissão especial criada para discutir o projeto (PLS 166/10). Ao entregar o relatório, Valter Pereira destacou o caráter participativo do processo de elaboração da proposta de reforma. Ele classificou o novo CPC como "primeiro código processual brasileiro construído integralmente sob regime democrático".
- Jamais na história um código passou por processo de elaboração tão participativo. Nunca um código foi construído de forma tão aberta - disse o senador.
José Sarney saudou o trabalho da comissão e elogiou a celeridade do processo de reforma.
- Esse trabalho foi feito em um prazo relativamente curto e de maneira extremamente participativa. Agradeço em nome do Senado, mas também do povo brasileiro - declarou.
A previsão de Sarney é que o novo CPC seja votado em Plenário no primeiro semestre do próximo ano.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Economia - PIB goiano cresce acima da média em 2008
Economia - PIB goiano cresce acima da média em 2008
Puxado pelo setor agropecuário, Estado apresenta expansão de 5,02% por ano contra 4,19% do Brasil no período
Vandré Abreu
DA EDITORIA DE ECONOMIA
O Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás em 2008 foi de R$ 75,275 bilhões, alta de 8% em relação a 2007, quando atingiu R$ 65,210 bilhões. A taxa de crescimento da economia goiana ficou acima da brasileira, que no referido período somou 5,16%. De 2002 a 2008, Goiás soma crescimento de 34,19%, média de 5,02% ao ano, e o Brasil 27,93%, média de 4,19% anuais. Resultado consolida o Estado como a nona economia do Brasil. O setor agropecuário foi o que mais cresceu no período, com majoração de 19,12%, seguido pelo de serviços, com alta de 5,47%, e a indústria, 5,71%. O PIB é o valor, a preços de mercado, de todos os bens e serviços finais produzidos no Estado.
A divulgação do resultado por parte da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de Goiás (Seplan), em parceria com o IBGE, foi feita ontem e ocorre com defasagem temporal de dois anos devido à dificuldade no trabalho da pesquisa.
O secretário da pasta, Oton Nascimento, disse que o resultado deixa o governo estadual muito feliz, especialmente pelo grande peso conferido pela agricultura e indústria de transformação ligada ao setor primário, de alimentos e bebidas, que geraram impacto favorável ao resultado.
Segundo Oton, a valoração do PIB goiano em relação ao brasileiro se deu pelo trabalho de aumento de crédito para os investidores e produtores junto ao BNDES, FCO e PSI (Programa Sustentável de Investimento). “Em 2006, Goiás era responsável por 1,7% dos recursos do BNDES, muito aquém da nossa participação na economia nacional, defasado em 50% do peso do Estado, e agora isso mudou. Em 2008, conseguimos investimentos de R$ 1 bilhão pelo FCO e em 2010 já chegou a R$ 1,5 bilhão, e mais R$ 3,5 bilhões pelo PSI”, afirmou. A expectativa é que o PSI (que encerra em dezembro) possa ter continuidade em 2011, com trabalho da Assembleia Legislativa.
O secretário disse que a parceria firmada com a China na última semana vai gerar aporte de R$ 7 bilhões na agropecuária de Goiás, em um trabalho de produção de grãos que também fortalece a pecuária.
SEGMENTOS
A agropecuária goiana participou do PIB em 12,84%, em que 7,22% é da agricultura e 5,62$ da pecuária. No ano anterior, a participação do segmento foi de 11,01% e o crescimento foi de 6,68%. Já em 2008, a alta de 19,12% teve como referência a agricultura, com expansão de 32,04%, enquanto que a pecuária cresceu 2,50%, o que mostra um crescimeno estável. Neste referido ano, Goiás atingiu recorde na produção de grãos (13,3 milhões de toneladas), com 10% da produção nacional. Destaques foram a soja, superior à safra de 2007 em 11%; o milho, 23% acima da safra anterior; e a cana, 48% na relação com a outra colheita.
A atividade industrial em Goiás, em 2008, com crescimento de 5,71%, obteve participação de 26,21%, valor menor do que em 2007, quando somou 26,97% do PIB. A maior alta no ano de referência foi da indústria extrativa mineral (16,18%), seguida pela construção civil (8,24%) e transformação (6,16%). No entanto, houve queda na geração de energia, que resultou em recuo de 1,95%. Apesar da alta não ter sido a maior, a participação da indústria de transformação no PIB chegou a 39,80%, caracterizando um setor baseado na matéria-prima do Estado, fortalecido pelo bom momento da agropecuária.
O setor de serviços, que havia crescido 5,48% em 2007 e apresentou alta de 6,47 em 2008, também diminuiu sua participação de 62,01% para 60,95%. A intermediação financeira, seguros e previdência completar foram as atividades com maior alta (16,45%). Transporte, armazenagem e correio majoraram em 13,45%, serviços de informação em 10,84% e serviços prestados às empresas 9,69%. A única queda apresentada foi em relação aos serviços domésticos (- 2,35%), mas administração, saúde e educação públicas ficaram perto da estagnação, com alta de 0,12%. A maior participação dentro do segmento foi do comércio e serviços de manutenção e reparação, que somou 16,34%.
Em relação ao serviço público, na arrecadação de impostos, o ICMS participa em 64,14% do montante. Segundo Oton, neste período a arrecadação do tributo aumentou entre 16% a 18%. O Cofins contribui com 14,65%; o IPI em 8,18%; o ISS, 5,18%; impostos sobre a importação 4,53%; e outros 3,16%. Ao todo, Goiás, sendo a nona economia nacional, participa da mesma em 2,48%, e foi o Estado com maior taxa de crescimento entre os dez primeiros. O ranking é liderado por São Paulo, que participa em 33,08% do PIB nacional e soma R$ 1,003 trilhão em seu produto interno bruto.
No Centro-Oeste, pela primeira vez Goiás passou a taxa de crescimento do Mato Grosso, de 7,94%, e participa em 26,98% das riquezas econômicas da região. Em relação ao PIB per capita, o valor de 2008 foi calculado em R$ 12.879, o 12º do País, acima dos R$ 11.548 de 2007, e abaixo do nacional, em R$ 15.990.
Índice reforça importância do crédito
O economista Júlio Paschoal, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), lembra que Goiás é um Estado de fronteira de oportunidades, responsável por captar pessoas por migração, a partir da melhora do rendimento da economia goiana.
Júlio analisa o resultado do PIB divulgado pela Seplan enquanto um cenário positivo, que consolida o Estado em sua posição nacional e reforça a importância do crédito para a expansão das empresas. Para salientar, o ano de 2008 foi o início da crise financeira e econômica mundial, mas como os investimentos, na maior parte, se dá no início do ano, ou seu planejamento, não há impacto da mesma nos dados da Seplan.
Entretanto, reforça a expectativa de Oton Nascimento quanto ao crescimento do PIB nos anos de 2009 e 2010 e explica que isto ocorre por Goiás consolidar sua economia na base agropecuária e indústria de alimentos e bebidas. “Embora o Estado possa se sentir prejudicado em relação a outras economias por ainda ter industrialização recente, este fato contribuiu para o crescimento atingido por Goiás. Enquanto outros Estados cresceram menos pela paralisação das indústrias de ponta, aqui continuou produzindo alimentos e bebidas. A perspectiva é que em 2009 e 2010 Goiás mantenha um crescimento acima da média nacional.”
Puxado pelo setor agropecuário, Estado apresenta expansão de 5,02% por ano contra 4,19% do Brasil no período
Vandré Abreu
DA EDITORIA DE ECONOMIA
O Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás em 2008 foi de R$ 75,275 bilhões, alta de 8% em relação a 2007, quando atingiu R$ 65,210 bilhões. A taxa de crescimento da economia goiana ficou acima da brasileira, que no referido período somou 5,16%. De 2002 a 2008, Goiás soma crescimento de 34,19%, média de 5,02% ao ano, e o Brasil 27,93%, média de 4,19% anuais. Resultado consolida o Estado como a nona economia do Brasil. O setor agropecuário foi o que mais cresceu no período, com majoração de 19,12%, seguido pelo de serviços, com alta de 5,47%, e a indústria, 5,71%. O PIB é o valor, a preços de mercado, de todos os bens e serviços finais produzidos no Estado.
A divulgação do resultado por parte da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do Estado de Goiás (Seplan), em parceria com o IBGE, foi feita ontem e ocorre com defasagem temporal de dois anos devido à dificuldade no trabalho da pesquisa.
O secretário da pasta, Oton Nascimento, disse que o resultado deixa o governo estadual muito feliz, especialmente pelo grande peso conferido pela agricultura e indústria de transformação ligada ao setor primário, de alimentos e bebidas, que geraram impacto favorável ao resultado.
Segundo Oton, a valoração do PIB goiano em relação ao brasileiro se deu pelo trabalho de aumento de crédito para os investidores e produtores junto ao BNDES, FCO e PSI (Programa Sustentável de Investimento). “Em 2006, Goiás era responsável por 1,7% dos recursos do BNDES, muito aquém da nossa participação na economia nacional, defasado em 50% do peso do Estado, e agora isso mudou. Em 2008, conseguimos investimentos de R$ 1 bilhão pelo FCO e em 2010 já chegou a R$ 1,5 bilhão, e mais R$ 3,5 bilhões pelo PSI”, afirmou. A expectativa é que o PSI (que encerra em dezembro) possa ter continuidade em 2011, com trabalho da Assembleia Legislativa.
O secretário disse que a parceria firmada com a China na última semana vai gerar aporte de R$ 7 bilhões na agropecuária de Goiás, em um trabalho de produção de grãos que também fortalece a pecuária.
SEGMENTOS
A agropecuária goiana participou do PIB em 12,84%, em que 7,22% é da agricultura e 5,62$ da pecuária. No ano anterior, a participação do segmento foi de 11,01% e o crescimento foi de 6,68%. Já em 2008, a alta de 19,12% teve como referência a agricultura, com expansão de 32,04%, enquanto que a pecuária cresceu 2,50%, o que mostra um crescimeno estável. Neste referido ano, Goiás atingiu recorde na produção de grãos (13,3 milhões de toneladas), com 10% da produção nacional. Destaques foram a soja, superior à safra de 2007 em 11%; o milho, 23% acima da safra anterior; e a cana, 48% na relação com a outra colheita.
A atividade industrial em Goiás, em 2008, com crescimento de 5,71%, obteve participação de 26,21%, valor menor do que em 2007, quando somou 26,97% do PIB. A maior alta no ano de referência foi da indústria extrativa mineral (16,18%), seguida pela construção civil (8,24%) e transformação (6,16%). No entanto, houve queda na geração de energia, que resultou em recuo de 1,95%. Apesar da alta não ter sido a maior, a participação da indústria de transformação no PIB chegou a 39,80%, caracterizando um setor baseado na matéria-prima do Estado, fortalecido pelo bom momento da agropecuária.
O setor de serviços, que havia crescido 5,48% em 2007 e apresentou alta de 6,47 em 2008, também diminuiu sua participação de 62,01% para 60,95%. A intermediação financeira, seguros e previdência completar foram as atividades com maior alta (16,45%). Transporte, armazenagem e correio majoraram em 13,45%, serviços de informação em 10,84% e serviços prestados às empresas 9,69%. A única queda apresentada foi em relação aos serviços domésticos (- 2,35%), mas administração, saúde e educação públicas ficaram perto da estagnação, com alta de 0,12%. A maior participação dentro do segmento foi do comércio e serviços de manutenção e reparação, que somou 16,34%.
Em relação ao serviço público, na arrecadação de impostos, o ICMS participa em 64,14% do montante. Segundo Oton, neste período a arrecadação do tributo aumentou entre 16% a 18%. O Cofins contribui com 14,65%; o IPI em 8,18%; o ISS, 5,18%; impostos sobre a importação 4,53%; e outros 3,16%. Ao todo, Goiás, sendo a nona economia nacional, participa da mesma em 2,48%, e foi o Estado com maior taxa de crescimento entre os dez primeiros. O ranking é liderado por São Paulo, que participa em 33,08% do PIB nacional e soma R$ 1,003 trilhão em seu produto interno bruto.
No Centro-Oeste, pela primeira vez Goiás passou a taxa de crescimento do Mato Grosso, de 7,94%, e participa em 26,98% das riquezas econômicas da região. Em relação ao PIB per capita, o valor de 2008 foi calculado em R$ 12.879, o 12º do País, acima dos R$ 11.548 de 2007, e abaixo do nacional, em R$ 15.990.
Índice reforça importância do crédito
O economista Júlio Paschoal, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), lembra que Goiás é um Estado de fronteira de oportunidades, responsável por captar pessoas por migração, a partir da melhora do rendimento da economia goiana.
Júlio analisa o resultado do PIB divulgado pela Seplan enquanto um cenário positivo, que consolida o Estado em sua posição nacional e reforça a importância do crédito para a expansão das empresas. Para salientar, o ano de 2008 foi o início da crise financeira e econômica mundial, mas como os investimentos, na maior parte, se dá no início do ano, ou seu planejamento, não há impacto da mesma nos dados da Seplan.
Entretanto, reforça a expectativa de Oton Nascimento quanto ao crescimento do PIB nos anos de 2009 e 2010 e explica que isto ocorre por Goiás consolidar sua economia na base agropecuária e indústria de alimentos e bebidas. “Embora o Estado possa se sentir prejudicado em relação a outras economias por ainda ter industrialização recente, este fato contribuiu para o crescimento atingido por Goiás. Enquanto outros Estados cresceram menos pela paralisação das indústrias de ponta, aqui continuou produzindo alimentos e bebidas. A perspectiva é que em 2009 e 2010 Goiás mantenha um crescimento acima da média nacional.”
Cidades - MP pede transferência de estátua de Pedro Ludovico
Cidades - MP pede transferência de estátua (MP)
da redação
Promotor de Justiça da 50º Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Umberto Machado recomendou à Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), na tarde de ontem, que o monumento “Resgate à Memória” em homenagem a Pedro Ludovico seja instalado no centro da Praça Cívica de Goiânia, no Setor Central, no prazo de 10 dias úteis. A obra seria inaugurada ontem, na Avenida 85 com a Rua 82, no Setor Central, em frente ao Instituto Histórico de Goiás e ao lado do Palácio das Esmeraldas, mas a solenidade foi cancelada devido ao impasse sobre a localização da estátua.
Autor de uma lei municipal que determina a instalação da estátua em local de destaque na Praça Cívica e da representação junto ao Ministério Público, o vereador Rusembergue Barbosa, que também move ação contra a Agepel no Juizado Especial da Fazenda Pública, diz que espera que o impasse seja resolvido com a determinação do MP.
A família de Pedro Ludovico Teixeira também considera o local inadequado. O neto dele, Pedro Ludovico Neto, diz acreditar que o ideal seria que o Estado cumprisse o projeto inicial de construir um memorial em homenagem aos pioneiros de Goiânia e instalasse a estátua na frente do memorial. “Caso isso não seja possível, a estátua precisa ser instalada, pelo menos, na área central da Praça Cívica”, ressalta.
O cancelamento da inauguração representa ainda uma vitória do DM. O jornal já publicou artigos de colaboradores que se manifestam contrários ao local escolhido para a homenagem, opinão também manifestada em cartas enviadas por leitores. Reportagens relataram o impasse e o adiamento da inauguração aconteceu, inclusive, no mesmo dia da publicação do artigo “Os que a História vai jogar fora”, do jornalista Batista Custódio, editor-geral do DM. No texto, Batista expõe as idas e vindas do monumento e o desrespeito com a memória de Pedro Ludovico.
Decisão
Na decisão, o promotor considera que a Agepel não pode instalar a estátua sem a autorização da família de Pedro Ludovico Teixeira, que a inauguração da obra no local escolhido pela Agepel caracteriza violação ao direito de propriedade material e que o local escolhido para a instalação afronta a legislação. De acordo com o promotor, a recomendação visa “evitar danos à memória histórica do fundador e estadista Pedro Ludovico Teixeira e atender ao interesse público na preservação do patrimônio histórico goiano”.
De acordo com a diretora de patrimônio Histórico e Artístico da Agepel, Tânia Mendonça, o órgão procurou escolher o melhor lugar para instalar a estátua, uma vez que “havia um compromisso da gestão atual de entregar a obra”.
Inicialmente, a Agepel iria instalar a estátua no morro do Serrinha, mas estudos técnicos demostraram que o local era inapropriado. O escritor goiano Bariani Ortêncio, que foi coautor da homenagem a Pedro Ludovico, diz acreditar que a Agepel escolheu o melhor lugar para instalar a estátua. “Tentaram de tudo, os outros locais já tinham monumentos tombados ou esbarravam na burocracia.” Segundo ele, para a escolha do local, a Agepel ainda se preocupou em ter o aval do Insituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A reportagem do DM ligou no celular da presidente da Agepel diversas vezes na tarde de ontem, mas ela não atendeu o telefone.
Obra da artista plástica goiana Neusa Moraes, a estátua é esculpida em gesso, revestida de bronze, pesa 2,5 toneladas. A obra pertence ao município há mais de 20 anos, mas somente no mês passado ela foi trazida pela Agepel da cidade de Piracicaba, interior paulista, para onde a artista havia levado a estátua. A superintendente estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Salma Saddi, disse ontem que recebeu a proposta da localização da estátua em homenagem a Pedro Ludovico pela Agepel e após a avaliação dos técnicos, a proposta foi aprovada. “A preocupação do Iphan foi com a localização do monumento, pois encontra-se no entorno de um bem tombado pelo instituto. Depois de um parecer positivo, o processo foi devolvido para a Agepel e em seguida, dado início a obra do pedestal”, diz. Salma Saddi esclarece que o local não foi escolhido pelo Iphan, mas foi analisado e visitado pelo instituto. A superintendente explica ainda que toda e qualquer obra de intervenção nas áreas tombadas ou no entorno são submetidas à análise e parecer do Iphan. “Da mesma forma como deve-se proceder quando a obra é tombada pela Agepel ou pela Prefeitura de Goiânia”, afirma.
O membro da Academia Goiana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Ubirajara Galli, discorda da localização da estátua e diz que o local apropriado seria, onde hoje funciona a Secretaria Municipal de Finanças, localizada no Setor Central, na Praça Cívica. “Todos teriam a visibilidade da história dele, pois o local é próximo ao Palácio, que ele mesmo construiu e está em frente à praça que leva o nome dele”, afirma. Ele disse ainda que sempre teve a mesma opinião. “Pedro Ludovico merece dignidade existencial, pois é o símbolo mais importante da história de Goiás, politicamente falando.”
Revitalização de museu será inaugurada dia 25
Localizado na Rua Dona Gercina Borges, no Setor Central, o Museu Pedro Ludovico Teixeira foi revitalizado e será inaugurado no próximo dia 25, de acordo com a diretora de Patrimônio Histórico e Artítisco da Agepel, Tânia Mendonça. Nesta data, segundo a diretora, será inaugurado ainda o Museu Ferroviário de Pires do Rio, que também foi revitalizado.
O prédio que abriga o Museu Pedro Ludovico Teixeira, incluindo a pintura e o telhado foram restaurados, assim como obras de exposição permanente que precisavam de restauração. A parte de comunicação do museu também foi revitalizada, ganhando novos painéis informativos e folders a serem distribuídos aos visitantes. Comunicação que, de acordo com a diretora, se baseia em uma pesquisa sobre a vida do fundador de Goiânia e da esposa dele, Gercina Borges, que moraram no local. “Tudo foi mantido como no projeto original de 1978, quando o museu foi criado”, ressalta Tânia Mendonça.
da redação
Promotor de Justiça da 50º Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Umberto Machado recomendou à Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel), na tarde de ontem, que o monumento “Resgate à Memória” em homenagem a Pedro Ludovico seja instalado no centro da Praça Cívica de Goiânia, no Setor Central, no prazo de 10 dias úteis. A obra seria inaugurada ontem, na Avenida 85 com a Rua 82, no Setor Central, em frente ao Instituto Histórico de Goiás e ao lado do Palácio das Esmeraldas, mas a solenidade foi cancelada devido ao impasse sobre a localização da estátua.
Autor de uma lei municipal que determina a instalação da estátua em local de destaque na Praça Cívica e da representação junto ao Ministério Público, o vereador Rusembergue Barbosa, que também move ação contra a Agepel no Juizado Especial da Fazenda Pública, diz que espera que o impasse seja resolvido com a determinação do MP.
A família de Pedro Ludovico Teixeira também considera o local inadequado. O neto dele, Pedro Ludovico Neto, diz acreditar que o ideal seria que o Estado cumprisse o projeto inicial de construir um memorial em homenagem aos pioneiros de Goiânia e instalasse a estátua na frente do memorial. “Caso isso não seja possível, a estátua precisa ser instalada, pelo menos, na área central da Praça Cívica”, ressalta.
O cancelamento da inauguração representa ainda uma vitória do DM. O jornal já publicou artigos de colaboradores que se manifestam contrários ao local escolhido para a homenagem, opinão também manifestada em cartas enviadas por leitores. Reportagens relataram o impasse e o adiamento da inauguração aconteceu, inclusive, no mesmo dia da publicação do artigo “Os que a História vai jogar fora”, do jornalista Batista Custódio, editor-geral do DM. No texto, Batista expõe as idas e vindas do monumento e o desrespeito com a memória de Pedro Ludovico.
Decisão
Na decisão, o promotor considera que a Agepel não pode instalar a estátua sem a autorização da família de Pedro Ludovico Teixeira, que a inauguração da obra no local escolhido pela Agepel caracteriza violação ao direito de propriedade material e que o local escolhido para a instalação afronta a legislação. De acordo com o promotor, a recomendação visa “evitar danos à memória histórica do fundador e estadista Pedro Ludovico Teixeira e atender ao interesse público na preservação do patrimônio histórico goiano”.
De acordo com a diretora de patrimônio Histórico e Artístico da Agepel, Tânia Mendonça, o órgão procurou escolher o melhor lugar para instalar a estátua, uma vez que “havia um compromisso da gestão atual de entregar a obra”.
Inicialmente, a Agepel iria instalar a estátua no morro do Serrinha, mas estudos técnicos demostraram que o local era inapropriado. O escritor goiano Bariani Ortêncio, que foi coautor da homenagem a Pedro Ludovico, diz acreditar que a Agepel escolheu o melhor lugar para instalar a estátua. “Tentaram de tudo, os outros locais já tinham monumentos tombados ou esbarravam na burocracia.” Segundo ele, para a escolha do local, a Agepel ainda se preocupou em ter o aval do Insituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A reportagem do DM ligou no celular da presidente da Agepel diversas vezes na tarde de ontem, mas ela não atendeu o telefone.
Obra da artista plástica goiana Neusa Moraes, a estátua é esculpida em gesso, revestida de bronze, pesa 2,5 toneladas. A obra pertence ao município há mais de 20 anos, mas somente no mês passado ela foi trazida pela Agepel da cidade de Piracicaba, interior paulista, para onde a artista havia levado a estátua. A superintendente estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Salma Saddi, disse ontem que recebeu a proposta da localização da estátua em homenagem a Pedro Ludovico pela Agepel e após a avaliação dos técnicos, a proposta foi aprovada. “A preocupação do Iphan foi com a localização do monumento, pois encontra-se no entorno de um bem tombado pelo instituto. Depois de um parecer positivo, o processo foi devolvido para a Agepel e em seguida, dado início a obra do pedestal”, diz. Salma Saddi esclarece que o local não foi escolhido pelo Iphan, mas foi analisado e visitado pelo instituto. A superintendente explica ainda que toda e qualquer obra de intervenção nas áreas tombadas ou no entorno são submetidas à análise e parecer do Iphan. “Da mesma forma como deve-se proceder quando a obra é tombada pela Agepel ou pela Prefeitura de Goiânia”, afirma.
O membro da Academia Goiana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Ubirajara Galli, discorda da localização da estátua e diz que o local apropriado seria, onde hoje funciona a Secretaria Municipal de Finanças, localizada no Setor Central, na Praça Cívica. “Todos teriam a visibilidade da história dele, pois o local é próximo ao Palácio, que ele mesmo construiu e está em frente à praça que leva o nome dele”, afirma. Ele disse ainda que sempre teve a mesma opinião. “Pedro Ludovico merece dignidade existencial, pois é o símbolo mais importante da história de Goiás, politicamente falando.”
Revitalização de museu será inaugurada dia 25
Localizado na Rua Dona Gercina Borges, no Setor Central, o Museu Pedro Ludovico Teixeira foi revitalizado e será inaugurado no próximo dia 25, de acordo com a diretora de Patrimônio Histórico e Artítisco da Agepel, Tânia Mendonça. Nesta data, segundo a diretora, será inaugurado ainda o Museu Ferroviário de Pires do Rio, que também foi revitalizado.
O prédio que abriga o Museu Pedro Ludovico Teixeira, incluindo a pintura e o telhado foram restaurados, assim como obras de exposição permanente que precisavam de restauração. A parte de comunicação do museu também foi revitalizada, ganhando novos painéis informativos e folders a serem distribuídos aos visitantes. Comunicação que, de acordo com a diretora, se baseia em uma pesquisa sobre a vida do fundador de Goiânia e da esposa dele, Gercina Borges, que moraram no local. “Tudo foi mantido como no projeto original de 1978, quando o museu foi criado”, ressalta Tânia Mendonça.
Política e Justiça - MPF pede cancelamento do empréstimo milionário à Celg
Política e Justiça - MPF pede cancelamento do empréstimo milionário à Celg
Procurador Cláudio Drewes sustenta que contrato de R$ 3,7 bilhões não é suficiente para quitar dívidas da empresa e afirma que falta transparência
José Cácio Júnior
DA EDITORIA DE POLÍTICA & JUSTIÇA
O procurador federal Cláudio Drewes, do Núcleo de Tutela Coletiva do Ministério Público Federal (MPF-GO), protocolou liminar na Justiça Federal com o objetivo de cancelar o empréstimo de R$ 3,728 bilhões contratado para saldar as dívidas da Celg, seja liberado. O procurador sustenta na ação que o valor do empréstimo não é suficiente para quitar as dívidas da estatal, próximas à cifra de R$ 7 bilhões.
O caso teve repercussão nacional e foi noticiado no site do jornal Folha de São Paulo e pelo site de notícias UOL. À Folha, Drewes disse que “não sabe” a origem do empréstimo e levanta a dúvida se o montante irá quitar dívidas da empresa que já são reconhecidas e consideradas legais. “Há 70 procedimentos não concluídos no Ministério Público Estadual que investigam contratos da Celg”, disse o procurador à Folha.
À reportagem do jornal paulista, Drewes disse que o Ministério da Fazenda fez “vistas grossas” ao liberar o empréstimo, pois não levou em conta as dívidas que o Estado possui com a União. Um dos requisitos para que os Estados contratem empréstimo com o governo federal é que estejam adimplente com a União.
A questão das dívidas do Estado com o governo federal foi apenas uma das polêmicas levantadas durante a negociação do empréstimo. Funcionários da Celg já afirmaram que com o valor do empréstimo é que a empresa irá pagar as dívidas que possui com empresas do setor elétrico. O presidente da Celg, Carlos Silva, disse em entrevista coletiva em junho, que parte das dívidas da empresa já foram parceladas e estão sendo pagas em dia. Segundo Carlos Silva, o empréstimo seria para quitar as dívidas que a Celg não consegue refinanciar ou pagar integralmente. Cogitou-se que seria pedido a caducidade da concessão da empresa por conta das dívidas com o governo federal.
Segundo a reportagem da Folha, a ação protocolada por Drewes acusa a Celg de usar o empréstimo para se tornar adimplente com o governo federal e poder reajustar o valor da tarifa cobrada do usuário. Por conta das dívidas que possui com o setor elétrico, a Celg não reajusta o preço da tarifa há quatro anos. O procurador também questiona o valor do empréstimo, orçado em quase cinco vezes o valor da estatal.
Além de ter registrado a ação na terça-feira (18), Drewes encaminhou comunicado ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Caixa Econômica Federal (CEF) – banco de onde sairá o dinheiro – aconselhando as duas instituições a não liberarem o valor do empréstimo até que o caso seja resolvido pela Justiça.
O Diário da Manhã entrou em contato com o Drewes, Carlos Silva e a assessoria do governador Alcides Rodrigues (PP), mas eles não atenderam às ligações. O jornal oferece espaço para que todos os envolvidos apresentem sua versão sobre os fatos.
Fonte: Diário da Manhã - 19/11/2010
Procurador Cláudio Drewes sustenta que contrato de R$ 3,7 bilhões não é suficiente para quitar dívidas da empresa e afirma que falta transparência
José Cácio Júnior
DA EDITORIA DE POLÍTICA & JUSTIÇA
O procurador federal Cláudio Drewes, do Núcleo de Tutela Coletiva do Ministério Público Federal (MPF-GO), protocolou liminar na Justiça Federal com o objetivo de cancelar o empréstimo de R$ 3,728 bilhões contratado para saldar as dívidas da Celg, seja liberado. O procurador sustenta na ação que o valor do empréstimo não é suficiente para quitar as dívidas da estatal, próximas à cifra de R$ 7 bilhões.
O caso teve repercussão nacional e foi noticiado no site do jornal Folha de São Paulo e pelo site de notícias UOL. À Folha, Drewes disse que “não sabe” a origem do empréstimo e levanta a dúvida se o montante irá quitar dívidas da empresa que já são reconhecidas e consideradas legais. “Há 70 procedimentos não concluídos no Ministério Público Estadual que investigam contratos da Celg”, disse o procurador à Folha.
À reportagem do jornal paulista, Drewes disse que o Ministério da Fazenda fez “vistas grossas” ao liberar o empréstimo, pois não levou em conta as dívidas que o Estado possui com a União. Um dos requisitos para que os Estados contratem empréstimo com o governo federal é que estejam adimplente com a União.
A questão das dívidas do Estado com o governo federal foi apenas uma das polêmicas levantadas durante a negociação do empréstimo. Funcionários da Celg já afirmaram que com o valor do empréstimo é que a empresa irá pagar as dívidas que possui com empresas do setor elétrico. O presidente da Celg, Carlos Silva, disse em entrevista coletiva em junho, que parte das dívidas da empresa já foram parceladas e estão sendo pagas em dia. Segundo Carlos Silva, o empréstimo seria para quitar as dívidas que a Celg não consegue refinanciar ou pagar integralmente. Cogitou-se que seria pedido a caducidade da concessão da empresa por conta das dívidas com o governo federal.
Segundo a reportagem da Folha, a ação protocolada por Drewes acusa a Celg de usar o empréstimo para se tornar adimplente com o governo federal e poder reajustar o valor da tarifa cobrada do usuário. Por conta das dívidas que possui com o setor elétrico, a Celg não reajusta o preço da tarifa há quatro anos. O procurador também questiona o valor do empréstimo, orçado em quase cinco vezes o valor da estatal.
Além de ter registrado a ação na terça-feira (18), Drewes encaminhou comunicado ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Caixa Econômica Federal (CEF) – banco de onde sairá o dinheiro – aconselhando as duas instituições a não liberarem o valor do empréstimo até que o caso seja resolvido pela Justiça.
O Diário da Manhã entrou em contato com o Drewes, Carlos Silva e a assessoria do governador Alcides Rodrigues (PP), mas eles não atenderam às ligações. O jornal oferece espaço para que todos os envolvidos apresentem sua versão sobre os fatos.
Fonte: Diário da Manhã - 19/11/2010
Assinar:
Postagens (Atom)